Fazer Amizade com as pessoas é uma das melhores coisas do Mundo. E a blogosfera propicia isso. Mas também pode ser muito perigosa; logo, há que ter muito cuidado: somos muitos e convém não esquecer que os homens são todos iguais - mas há uns mais iguais do que os outros...

Terça-feira, 3 de Janeiro de 2012


VIDAVIVIDA

A outra esquecida

Antunes Ferreira
Um passarinho amigo tinha-me segredado ao ouvido, lá em Luanda que, cá em Lisboa, havia coisa. A avezita, que nem pombo era, tinha porém trazido essa mensagem oriunda da então Metrópole, que me ensarilhara as meninges. As fontes não eram absolutamente seguras, apenas referia o pardalito num pipilar sotto voce que o referido provinha do clássico «corria» pela capital e por aí fora.

Havia uns meses, não muitos, que outro correio me trouxera informações um tanto esparsas e difusas sobre movimentações diversas, nomeadamente de cariz castrense, ainda que fardadas à civil. Mas, também aí, a nebulosidade transformava-as em figuras fantasmagóricas embiocadas num cinzento diluído que não permitia ver-se grande coisa. Telefonemas avulsos, com os devidos cuidados por mor dos cabos submarinos terem orelhas, não acrescentavam nada.

Bem diligenciava eu para conseguir algo mais concreto, mas, pesem as diversas abordagens a gente que me podia dar alguma achega, o assunto estagnava num pântano qualquer. E à medida que iam crescendo a interrogação, a inquietação e finalmente a ansiedade, decidi que iria, melhor, iríamos passar umas curtas férias a terras ulissiponenses e, de passagem, assistir a um jogo do meu Sporting. 

Num jumbo da TAP
Num jumbo da TAP se alojaram temporariamente os Ferreiras, graças aos bons ofícios e, principalmente, ao ofício da mater Raquel. Voo sem estória, conversas diversas de ocasião, uns copos à mistura, recordações q.b., intenções um tanto mais ambiciosas. Obviamente não trouxe à baila a preocupação que vinha enfiada no meu bolso do casaco, aliás sem grande volume para não despertar suspeitas.

Era um tempo em que se denunciava por dá-cá-aquela-palha. Desnecessário será referi-lo, pois muita gente ainda dele se recorda; mas, bastante mais não sabe quase nada ou mesmo nada do que se passou. E não só pela diferença etária; também porque parece não existir da parte dos tais que sabem a vontade de o transmitir a quem ignora, infelizmente, aquilo por que passámos. E daí uns saudosismos salazarentos que vão circulando um tanto ao deus-dará, mas vão.

Adiante. Se me detenho em considerações a latere nunca mais chego ao meu destino, ou seja à estória – verídica – que tento contar. Que tento e que vou conseguir. Começava a aproximação à pista da Portela e começava eu a sentir-me um tanto… estranho. Não admirava, pensei para comigo, lá estava a adrenalina a aumentar exponencialmente e a dar-me uma sensação de febre. Não ia ser nada.

O simpático virus da tifóide
Mas foi. Trazia incorporada e sem documentos de identificação uma excelente febre… tifóide. Pelas três da matina, o João Ferreira Filipe, meu Amigo de criança e meu médico pessoal estava à minha cabeceira na Pensão em que nos instaláramos. De pronto chegou a equipa médica de análises ao domicílio do Dr. Fernando Teixeira, mas, mesmo antes de se saber os resultados, já o João determinava que: primeiro, não era conveniente dizer ali na pensão o que se passava, para não se lançar o pânico e promover a minha transferência para o hospital. O caso estava sob controlo e a medicação já tinha começado, pois ele próprio fora à farmácia de serviço e aviara a receita que passara.

E, claro, havia o segundo procedimento: recambiar para Luanda os três descendentes como CRIANÇAS NÃO ACOMPANHADAS a ser recebidas no aeroporto pelo meu sogro, então director alfandegário, a quem, naturalmente, já se tinha comunicado o que se estava a passar. Depois de tratado o meu caso clínico, seguir-se-ia a resolução do caso… infantil. O Miguel tinha dez anos, o Paulo, oito e o Luís Carlos a caminho dos cinco.

Entretanto – abro aqui uma parentética para dar conta de algo realmente importante – estava-se na matina do dia 16 de Março de 1974. No seguinte, ou seja, a 17, os leões defrontavam para o campeonato, os portistas que ainda não eram dragões. Decorria, portanto, sem grande resultado, ou mesmo nenhum, o levantamento das Caldas, com a tropa cercada no quartel e eu... na cama, a delirar.

Caldas - o fracasso
Foi um falhanço militar, por falta de organização, de estruturas, de planeamento, sabe-se lá mais do quê. Mas, bem vistas as coisas, fora uma espécie de ensaio geral do 25 de Abril que viria a seguir. Mais tarde, disse-se que, tal como no palco, quando ele corre mal, a estreia revela-se um êxito. Iria, felizmente, acontecer assim. Porque, não adianta aqui gastar mais letras e teclas, a madrugada redentora levaria à queda de uma ditadura podre e à ascensão da Liberdade e da Democracia. Fecho o parêntese.

O relato, a partir deste momento é da inteira responsabilidade da Raquel, que mo transmitiu a posteriori. No dia seguinte, ou seja, 17, durante a manhã entrou em contacto com os colegas do tráfego, acertou linhas, resolveu o principal: havia lugares. Chegada ao aeroporto, no carro do António Manuel, o Toninho (cem quilos, mais coisa, menos coisa) irmão do clínico João, com a ajuda dos colegas da TAP e depois de episódio mais ou menos canalha na polícia de fronteiras com agentes da PIDE/DGS, que um dia contarei, lá embarcou o trio, acompanhado de todas as recomendações possíveis e imagináveis. O Avô Melo estava à espera deles na aerogare luandense.

Entre-se no pormenor: tudo previsto, os dois manos mais velhos decidiram que se revezariam para cuidar do mais novo, o Luís Carlos, que, como atrás escrevi, ia apenas a caminho dos cinco anos. Este, faria o que lhe competia fazer: dormiria; os outros dividiriam o sono entre eles: meio percurso dormia o Paulo para que o Miguel vigiasse; depois, trocariam. E a última encomenda foi entregar a outra ao benjamim.

A famosa outra
E no que consistia a famosa outra? Esclareço. Desde bebé que o Luís se habituara a adormecer rodando entre os dedos uma peça de roupa interior da mamã Raquel, de preferência nylon ou similar. A que chamava, sabe-se lá porquê, a outra. Metia o polegar na boca, ia mexendo suavemente no tecido e caía no sono. Um baby doll, uma combinação, o que quer que fosse. Para a viagem nocturna, a Raquel escolhera umas calcinhas dela e o Paulo encarregou-se de as guardar no bolso e dá-las ao irmão depois de o avião descolar.

E assim foi. Cansada, a progenitora viu os rebentos embarcar e o jumbo levantar voo. Voltou para a Pensão e o João que me acompanhava obrigou-a a descansar. Quatro horas depois, um telefonema. Era da TAP, mais precisamente do aeroporto lisboeta, para que a colega Raquel Ferreira fosse buscar os três filhos que ali se encontravam. Mas, mas eu vi o África sair?!?!?...

Pois sim, mas voltara para trás, uma avaria, mais valia jogar pelo seguro, os putos estavam muito bem, convinha era que alguém os fosse recolher, pois o voo seria retomado lá mais para a tarde. Num foguete, a Raquel seguiu. Os malandros estavam alegres, satisfeitíssimos, uma aventura excitante, até o Senhor Comandante tinha vindo falar com eles, não havia problema, era uma coisa de nada, um fio solto e dera-lhes uns emblemas da companhia e tudo. Porreiro. Hoje, bué da fixe.

Entretanto, o golpe abortara, a PIDE ganhara – depois se veria que tinha apenas vencido o primeiro round… uma batalha, mas que perderia a guerra – os ânimos esfriavam, e o Sporting iria entrar em capo para ferrar dois a zero nos da cidade Invicta. E eu na mesma: de molho, ainda que com a febre menos alta e o delírio mais ou menos apagado.

Claro que, de tarde, repetiu-se a cena aeroportuária. E foi então que se descobriu que o Luís Carlos se esquecera da outra no avião. Imprescindível, era necessário ser substituída desse lá por onde desse. Um corre-corre, a compra de outra outra, tudo nos conformes, boa viagem e tomem cuidado, eles aí vão e chegariam bem ao aeroporto e aos braços do Avô Melo.

Estavam tão entusiasmados...
E só então, eu que já dizia umas coisas aceitáveis, entre lençóis e cobertores devidamente sobrepostos, soube da ocorrência pela voz da Raquel. Testemunhas, o João e o Toninho. E foi um fartote de riso quando referi que as empregadas da limpeza do avião, ao descobrirem a outra, deviam ter comentado, entre o irónico e o maldoso, que o casal que naquele lugar seguia estava tão entusiasmado no que faziam, que ela até havia esquecido as cuecas que retirara para facilitar as coisas, calcinhas essas aliás bonitas e rendadas…


102 comentários:

manuel marques disse...

Não foi um falhanço ,os gajos chegaram foi á conclusão que já era tarde e não faziam mais um ca****o.

Abraço.

José Quintiliano da Fonseca Filho disse...

É o maior cronista de Portugal e d'Alem Mar,incluindo o Brasil, Goa, Damao, Diu, Macao e mais onde os portugueses chegaram. Conta-se cá, aliás, que ao ser apresentado às primeiras índias, peladinhas, ao chegar ao Brasil, seu Cabral perguntou: onde estão as outras, referindo-se às outras semelhantes, e não a peças de roupa, mesmo íntimas. Ele queria todas, o bardo lusitano.

José Quintiliano da Fonseca Filho disse...

Esqueci de mandar um abraço à família e votos de boas e merecidas férias em Goa. E lembrar que a revolução democrática portuguesa foi adiada para o 25 de abril justamente para encontrar em boa saude um de seus maiores defensores, que foi o Dom Henrique Antunes Ferreira. Náo teria graça dar um chute nas bundas das viuvas de Salazaire com o meu amigo de fefre tifóide. Ele, na verdade, deveria dar o pontapé inicial. Assim se repara um importante detalhe da moderna história de Portugal.

José Quintiliano da Fonseca Filho disse...

Ode à liberdade

2012 começa numa boa
Meu amigo Henrique Antunes
Vai com Raquel para Goa

Não se trata de escapar
Mas como aguentar Lisboa
Do jeito que a vida está?

O vil metal desaparece
Os empregos diminuem
O salário enlouquece

Sua mulher é só carinho
Se não existe para o leite
Diz que sobra para o vinho

Mas jura que vai voltar
Podendo ficar à toa
Até Portugal consertar

E recorda com alegria
O dia em eu deu um chute
Na bunda do Salazar

José Quintiliano da Fonseca Filho disse...

O final correto é:

E recorda com alegria
O dia em que deu um chute
Na bunda do Salazar

mlu disse...

Ganda estória! E duas "outras" bem famosas! Gostava de ter visto as caras espantadas das funcionárias!
É verdade, caro Henrique, que os mais novos não sabem quase nada destes quinhentos e, às vezes, acham que exageramos. Ou porque pensam que não era possível haver um país assim, ou porque não lhes ensinaram a tempo a nossa história recente. Cá em casa corremos (passado e presente) o risco de sermos chamados relógios de repetição, mas não importa: não há-de ser por nossa culpa a ignorância dos mais novos nestas matérias!
Soube pelos comentários cuscos das vossas férias. Desejo que sejam muito boas! Divirtam-se!

Um abraço

Rogério Pereira disse...

A memória também se escreve assim... e é mais fácil mantê-la viva.

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Já vi muitas "outras" serem temas de histórias, mas a "outra" da Kel é outra história...são outros quinhentos, na sua gostosa narrativa, Ferreiramigo.
Meu filho, Rodrigo, também foi apreciador dumas pecinhas íntimas, de seda pura rendada...

Xeros, pros Ferreira

Manuel disse...

Começo por desejar um Bom 2012.
Adorei o teu estendal de cuecas a rivalizar com o do anúncio que vi num Centro Comercial.
Lembro perfeitamente essa alegria dos 2 secos aos "tripeiros" da época.
A tua crónica (não sei se lhe posso chamar assim?)tem, como sempre, a virtude de me deixar com água na boca para o que virá a seguir.
Um barçi

Álvaro Lins disse...

Amigo Ferreira - Como sempre uma excelente história e escrita como só tu sabes. Mas volto a repetir a pergunta: - andas a tomar alguma coisa esquisita:)!
Abraço amigo

Gisa disse...

Sensacional "a outra", Raquel e sua representação ao pequeno. Duas formas de uma mesma mulher. Uma mulher polivalente. Adorei a história. O final não poderia ser melhor!
Lembranças assim é que tornam a vida mais colorida! Bom escrevê-las. Obrigada por compartilhar esta conosco! Um grande bj querido amigo e muitos bjs aos outros de costume.
(olha a minha turma no Facebook, brindando o ano)

Edward Fernandes disse...

Amigo Henrique

Quem sabe, sabe.
Uma maravilha!
Boa entrada!

Abração

Eugenia Bonita disse...

Querido Henrique

¡Feliz año Nuevo! Que este 2012 te traiga todo lo que quieras para ti y tu familia. Desde Punta del Este, que tengas salud, dinero y amor…

Una historia muy bonita y además personal para empezar el año. Tres hijos, cada uno más bueno que los otros. ¡Qué bien! Por supuesto el tema de la otra esa es una monada. Muchas gracias.

Qjs (como tú escribes…)

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

(PER)SEGUIDORA(O)S

A SORTE ÉKE MANDA!!!!!!!!!!

O Insolentíssimo Júri (cuja foto será divulgada aqui na nossa Travessa um dia destes) procedeu ao sorteio entre a(o)s cem última(o)s (per)seguidora(e)s.

Aqui vão os resultados; os dez vencedores são:

1) Isabel Martinez Barquero

2) Isabel

3) Fada do Bosque

4) Sol da Esteva

5) Donatien

6) Aclim

7) Yayá

8) Quitério

9) Tunin

10) Felina


NB A) - Foi tomada em consideração no sorteio a frequência com que a(o)s (per)seguidora(e)s fizeram comentários aqui na nossa Travessa.

Parabéns a toda(o)s!

B) Devem enviar as vossas moradas de correio a fim de serem enviadas as lembranças até ao dia 11 deste mês de Janeiro pelas 20:00; caso não o façam, perdem o direito à respectiva lembrança

C) O envio deverá ser feito para

hantferreira@gmail.com

Muito obrigado!

Qjs & abçs

Artes e escritas disse...

Ferreira, as suas crônicas são excelentes. Esta me fez lembrar uma piada nossa e espero que o divirta: Conta-se que o pai de Ana Maria dizia aos amigos que permitia que a filha passasse as férias no Rio de Janeiro porque nesta cidade havia dez moças para cada rapaz (gajo) e ela não corria o risco de namorar ninguém e a filha pedia ao pai para que ficasse quieto e não contasse este pensamento a ninguém. Um dia, o pai questionou o motivo pelo qual não deveria falar assim e a moça responde: Meu amado pai: É bem verdade que no Rio de Janeiro há dez moças para cada rapaz, mas elas socializaram o rapaz para que nenhuma delas ficasse só. Rir ainda é o melhor remédio. Um abraço, Yayá.

Pedro Coimbra disse...

FerreirAmigo,
Antes de mais, que tenhas, junto da tua família, um 2012 para cima de Fabuloso.
Fabulástico, a bem dizer!!!
Tão fabulástico como esta estória.
Apesar de eu perceber que não será nada fácil.
Sensacional!!!
Aquele abraço

Eduardo Miguel Pereira disse...

Henriqueamigo, sempre me saiste cá um contador de histórias !

Genial, esta.

Os putos não terem sido engavetados pela PIDE, por andarem de cuequinha no bolso já foi uma sorte.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Manekenamigo

Muito obrigado pelo esclarecimento; pode realmente ter sido assim: mas eu não estive lá... Estava de molho.

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Quatrofilhamigo

Quanto à qualificação a responsabilidade é tua; quanto ao Pedrinho da Bandeira, saiu-me um malandro que, nem te conto. E as outras, hein? Maganão...

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Joséamigo

Cumovido, é o termo, aliás comovido, que o primeiro parecia muito suspeito.

Pois está Vossa Insolência muito enganado (salvo seja): este cidadão teve alta dada pelo clínico João FF a 8 de Abril, tendo de imediato retornado a Angola, acompanhado da insolentíssima cara-metade.

Não tivesse, infelizmente e entretanto, falecido o meu médico de eleição e até hoje o estria a insultar. Podia ter-me conservado cá até ao dia 26 do mesmo mês. Ou mais.

Por isso, o 25 de Abril foi, para mim, pela rádio. Ganda porra!!!!!!!!

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Fonsecamigo

Ah Poeta! Gostei, sobretudo do pormenor da bunda salazarenta. Que eu nunca chutei - mas gostaria de ter chutado...

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Quintilianamigo

Dar quatro já não é prá minha idade; mas, mesmo assim, agradeço-te a correcção, transmiti à Raquel os teus votos e à volta espero ver-te por cá, com €€€€€€€ nos bolsos.

Mas, sublinho, só saímos no dia 19...

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Émeluamiga

Papoila, papoila, mas distraída. Há mais de 3.987,3 anos que comuniquei a nossa ida por uns escassíssimos três mesitos a Goa e outras Índias. Se quiseres alguma coisa (elefantes não, por causa das cores deles) apita.

Quanto ao resto, faço o que posso; e já não é mau...

Qjs

Helena Sacadura Cabral disse...

Ai! Henrique, tal pai tal filho. Uns libidinosos! Pobre Raquel!
:))

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Rogériamigo

Concordo a 237,1 % contigo. Mas, infelizmente, há gente que não quer ter memória...

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Lucinhamiga

Realmente, há mais quem seja, felizmente - apreciador, obviamente. O que quer dizer que o teu Rodrigo tem bom gosto. O meu Rodrigo, neto, também tem, mas não sei se é por essas peças íntimas. No Feissebuque são só garotas giríssimas.

Quando ele está cá em casa, e vai para a tenebrosa rede social tenho de me conter para não me babar perante algumas que ele me mostra. Aí valente! Uma delas, com os seus 16 aninhos bem constituídos e linda como os amores, a Marta, escreveu: Tu és tão lindo k eu komia-t td. Sortudo.

Xêros da Kel, abç ao Rodrigo e qjs para tu

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Manuelamigo

A esta estória verídica, seguir-se-ão outras ficcionadas, como é habitual. Se há coisa que não consigo fazer... é deixar de escrever. Enquanto tiver 8,3 de massa cinzenta, não vou parar.

Os dois secos ouvi-os apenas na rádio, porque no quarto da pensão era o que havia. E desse mesmo quarto não podia sair; e nem sei se já haveria transmissão; e foi uma ganda porra!

Nesse tempo, a velocidade das coisas era um tanto menor, ainda que o homem já tivesse chegado à Lua... Que me dizes? Concordas? Espero resposta.

Abç e vivó Sporting!

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Álvaramigo

Aqui pra nós que ninguém nos houve (sem h): ando, sim senhor. Chá de menta ao longo do dia, não tem cafeína nem faz aumentar a tes..., tensão arterial.

Prontos (sem s) agora já sabes. Mas, rogo-te, que fique entre nós ambos os dois (ambos os dois???). Se achares bem, claro. Diz-me çaxas, sff.

Большое спасибо

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Gisalindamiga

Eu de Feissebuque sei muitíssimo pouquérrimo, foi o bonitão Rodrigo que me meteu nessas andanças. Por isso, no sábado vou pedir-lhe para me dizer como faço para ver essas farras das beldades.

A Raquel, face ao que dizes agradece. Mas diz que a outra era essa outra não. Mulheres... Kaxas?

Abç & qjs prás beldades e em especial para tu

Observador disse...

Pois é, FerreiraAmigo.

Afinal havia outra...

Abraço

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Edwardamigo

Enfim, faz-se o que se pode (com p) - ainda. Muito obrigado

Abç

Tunin disse...

História sensacional. O negócio é de arrepiar.
Abraços.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Bonitamiga

Te deseo exactamente lo mismo. Y gracias por tu comentario. Como siempre, me encantas.

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Yayámiga

Ainda me estou a rir. Essa de socializar o moço tem que se lhe diga. Canta o Gilberto Gil (com uma adaptação...) que

O Rio de Janeiro
Continua lindo
O Rio de Janeiro
Continua sendo
O Rio de Janeiro
Fevereiro e Março

Alô, alô, seu Chacrinha
Velho guerreiro
Alô, alô, Yayázinha
Rio de Janeiro
Alô, alô, seu Chacrinha
Velho palhaço
Alô, alô, Yayázinha
Aquele Abraço!


e qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Eduardamigo

Não foram, mas ia sendo a Raquel quando os despachou. Mas, essa é outra estória, ainda que complementar, que um destes dias contarei. Concordas? Ou sem cordas? Aguardo resposta

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Querida Helenamiga

És uma mazona. Muito, mesmo. Podias pensá-lo, mas dizê-lo... Um verdadeiro desplante. E, além disso, a Raquel não é oke tu pensas; tenho medo dela que nem te conto.

No entretanto,

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Observadoramigo

... E, vê lá tu, afinal havia mesmo outra. Tem dias...

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Tuninamigo

Arrepiadas de espanto, mas também de gozo devem ter ficado as senhoras la limpeza do abion, carago!

Abç

E amanda lá a morada, antes que se faça tarde. Sortudo...

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Yayámiga

Volto atrás só para reforçar o pedido: manda a morada para seguir a lembrança, antes de seguirmos para Goa e outras Índias. Não te atrases...

+ qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Coimbramigo

Muitíssimo obrigadérrimo!

Gostaste da estória, pelos vistos; fico sastifêto.

Mas não estou com essa porra de não conseguir postar no Devaneios. E noutros, ainda que poucos. Ganda merda! Ainda vou para Goa e outras Índias virgem(de postes e desde que nasci a 20 de Setembro). Kaxas?

擁抱

manuel marques disse...

Ferreira Eu estava no Ministério da Marinha, a guardar um corredor no terceiro piso, munido de uma G3 e ainda hoje não sei o que estava lá a fazer...

Abraço

SOL da Esteva disse...

FerrerAmigo

Já li e ouvi esta história (sem complementos) contada dos mais diversos ângulos, mas tifo'de é que não.
Cada um tem o que recebe dado ou a custo zero (como se diz agora).

Não será por estes dias que vais ter um poema; as "coisas" pioram com o desempenho (ou falta dele) deste computador.
Já não bastava o que já é demais cá por casa!

Gostei do estendal das cuecas. É giro. Estão na moda (também têm um nome novo: boxers!).
Qualquer dia dizem-me ter sido bafejado com a Sorte Grande, quando o resultado é Pagar em Grande.Tá tudo mudado e em movimento "inerte".

Tenho uns quantos Mail's para te responder, Amigo, sem data par tal.
Neste pouquinho, ainda estou por fins de Dezembro...

Um Bom Ano e Boas Férias.

Abraços

SOL
http://acordarsonhando.blogspot.com/

500 disse...

Esta de misturar miúdos com as Caldas e 'outras' cuecas e ainda as supostas quecas, só de uma mente delirante, se não mesmo demente. Mas, por favor, que ninguém chame o médico, que o gajo é capaz de te curar e ficamos todos a perder.
E se esta estória tivesse continuidade?

Fada do bosque disse...

AHAHAHAH!!! Isto de misturar um golpe de estado, PIDE e calcinhas de cetim, não podia ter calhado melhor!!! :))
Já ouvi falar e vi também, que as crianças gostam de adormecer com um consolo, mas com as cuecas da mamã?! :))
E febre?... passou? :)))))) eheheh!!

Um bjt p´rá cara metade e outro para si.

Fada do bosque disse...

Ganhei o 3º prémio de perseguidora?! ó cum canudo! :)) com essa não contava eu, Amigo Querido! :))

Arroba disse...

Histórias deliciosas -:) significam uma vida intensa e bem preenchida contada na 1.ª pessoa com muita originalidade e encanto. Até a "outra" era outra, consoante quem a olhasse! E aqui existiam vários olhares: o do pai, do filho e sabe-se lá quem mais olhou , já que foi esta outra esquecida a bordo.
Os miúdos tem cada mania: fraldas, duas chuchas, dedos, lençóis tudo serve para satisfazer o prazer ( rsrsr)
Beijinhos Dona Raquel e amigo Antunes Ferreira

Mônica disse...

Fereira
Não quero que pare de escrever pois voce é muito bom cronista. E
eu queria ter todo um livro seu para ler devagarinho e entendendo tintim por tintim.
com carinho e amizade de Monica

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Manekenamigo

Como já pudeste ler, eu estava na cama com a companhia de uma tifóide muito simpática; vidas, sortes. E sem a outra...

Quanto à G3 (que também usei, mas pouco...) preferia a minha Bic laranja.

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Solamigo

Poizé, coisas & loisas, Quais, quais, oliveiras, olivais
Pintassilgos, rouxinóis,
Caracóis, bichos móis,
Morcegos, pássaros negros,
Tarambolas, galinholas,
Perdizes e codornizes,
Cartaxos e pardais,
Cucos, milharucos,
Cada vez há mais.


Já cá tenho a tua morada. A lembrança seguirá depois de encerrado o prazo para as respostas.

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Zorramigo

Vai ter, ainda que noutro comprimento de onda. Já o disse no testículo, com x. Não será pra já, mas vai.

Agradeço-te o conselho do médico - eu não escrevi de - mas, pelo que sei, já não tenho cura. Isto porque sou, repito, sublinho e acentuo, o melhor do Mundo! Sés homem, responde...

E biba o Puerto, carago!

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Fadamiga (I)

Juro pela minha virgindade (1941/09/20, para efeitos de prenda) que foi mesmo assim, sem tirar nem pôr.

Apenas uma ligeira correcção, nada de especial, aliás: eu nunca disse que as cuequinhas eram de cetim...

Abç ao maridão e qjs para tu

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Fadamiga

Ganhaste, sim senhora. Manda a morada, sff. Não é um pedido; é uma ORDEM!!!!! rsrsrsrsr

+ etcs.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Arrobamiga

Com c'teza. Os miúdos (e os graúdos) têm fantasias que nem te conto. Todos o sabemos, mas fingimos que não sabemos...

Ao Luís Carlos, que está na Tanzânia com a cara-metade, a Estela, para um safari (não ter filhos é uma grande ajuda para passeatas) passou-lhe. E se a Estela viesse a saber que afinal havia outra...

Quando voltarem, depois de amanhã, logo se vê no kisto vai dar.

Bjs da Kel e qjs para tu

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Mônicamiga

Se eu tiver ganas e coragem, sairá o livreco que depois te enviarei. Fica prometido.

Qjs

afigaro disse...

Abrir de vez em quando uma janela do passado é otimo para a nossa saúde mental. Não nos basta só imaginação! Boas viagens!

paulcarrasco disse...

E que tenho eu a ver com histórias de família?

Albertina Gomes disse...

Henrique Amigo

Estou fascinada por este texto. Sendo uma história verdadeira, a maneira como é contada é um espanto. Já lho tinha dito, mas repito com muito prazer: você é um escritor do maior gabarito!

Bjoca

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Afígaramigo

P'stá claro, abrir uma janela mental para a saúde do passado; não é bem assim, mas serve ferpeitamente. Boas viagens éoke vamos tentar fazer: Lisboa-Frankfurt, Frankfurt-Dabolim. E vice-versa.

Depois informo

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Carrascamigo (???)

Seja muito bem aparecido, senti a sua falta e penso poder dizer que... sentimos. Sentidos pê..., agradecimento em nome da família

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Albertinamiga

Do maior gabarito e da maior gabar...dine. Calço 74... Obrigado, minha querida

Qjs

Paixão Lima disse...

Ferreir'Amigo,
Farto de ouvir falar de si (não me pergunte se bem se mal - seja delicado), atravessei a sua Travessa fora da passadeira e, cheio de curiosidade, penetrei na sua casa sem pedir licença.
Sou um grosseirão, reconheço-o, mas, neste caso, justifica-se visto que a casa em questão tinha a porta aberta. Logo à primeira vista, fiquei bem impressionado.
Beijadas pelo Sol poente (o Sol a pôr-se), uma série de cuecas de mulher eram acalentadas pelos beijos quentes do dito Sol a pôr-se. Além destas cuecas embandeiradas em arco, avista-se uma bonita paisagem que mais parece uma pintura. O Rio Tejo corre do mar da Palha para o outro mar que não é da palha, sob a Ponte de Salazar, que já não é de Salazar, mas de 25 de Abril e, presentemente, já não sei, ao certo, como se chama a ponte. Na margem sul do Rio, avista-se, nitidamente, o Cristo Rei de braços abertos. O Cristo não se cansa de manter os braços abertos e imóveis, numa confrangedora atitude de grande impotência, como quem diz, que nada mais há a fazer. Concordo com Ele.
Ao caminhar pelo interior da Casa, constato, com prazer, que se trata duma espécie de jardim suspenso, como os célebres jardins suspensos da Babilónia, em que os canteiros são as histórias e as flores as notícias. O noticiário começa com o Passarinho correio de novas prometedoras, e após outras histórias mais ou menos interessantes, com a história do Sporting de permeio apressadamente contada porque o Sporting perdeu, Acaba, como não podia ser de outra forma, no fim.
Com o episódio picante e interessante do casal em «apuros» no qual a protagonista perde, talvez no calor da luta, as suas preciosas e lindas calcinhas, ainda por cima rendadas. Mas foi um noticiário com um fim glorioso que acabou bem, onde tudo acaba, isto é, na cama. Onde tudo acaba e onde tudo começa., como dizem os cronistas.
Gostei, francamente...
Se não for posto na rua por mau comportamento, prometo voltar...
Até lá, pois...
PS. (pelo seguro) :- essa do Sporting ferrar 2 secos ao Porto na Invicta é peta.

manuel marques disse...

Ferreira, foi com a bic laranja ou similares que se botaram muitas ditaduras abaixo,claro as G`s 3 também ajudaram..

Maria disse...

Henriquamigo
Tirando a febre tifóide que, não teve graça nenhuma, foi das tuas crónicas que mais me fez rir.
Passo a explicar: Quase todos os miúdos gostam de dormir agarrados a alguma coisa.
O meu neto tinha a mesma mania do teu filho: uma peça de roupa da mãe.
O Vasco foi pior. Tinha uma almofada pequenina, sem fronha, que levava para todo o lado. Chamava-lhe a "alfatinha". Tentei lavá-la mas, o berreiro foi tal, que lá lhe expliquei que a dita estava nojenta. Não resultou. Tentei pôr-lhe uma fronha, tirou-a e, logo decretou que, a "alfatinha jenta" tinha que ser assim. Só uma noite de verão, consegui lavá-la, secá-la com o secador e repô-la ao pé dele.
Quando acordou, refilou, mas depois de a cheirar muito bem, descobriu que era mesmo a "alfatinha jenta" que estava ali.
Outra vez, vendo o enorme urso de peluche dentro da máquina, ficou muito impressionado, porque o urso ficava tonto.
Grande aventura a vossa. Pobrezinha da Raquel e de ti. Para os miúdos deve ter sido uma aventura inesquecível.
Abraços dos homes e beijinhos da
Maria

500 disse...

Que já não há concerto, com s, já desconfiava. Ainda bem. Agora, vamos lá a ver se nos entendemos: se por "bibó Puerto, carago", te referes ao Porto (cidade e arredores), tudo numa boa; se queres dizer Fuculporto, de um tal Pintinho, também conhecido (não sei bem porquê) por papa, alto e pára o baile, que antes lagarto, vermelho (ou rosa, se quiseres) que sou. Não é por nada, mas os animais pré-históricos não vão à minha missa. Estamos entendidos, ou tenho que explicar?
PS - Onde diabo descobriste o estendal das 'outras'?

Bernardino A. Conceição disse...

Caro Ferreira

Mais um excelente texto para começar este ano que não deve ser grande espingarda

Um abraço

Cacilda Ceará disse...

Henrique

Passou tempo que eu não vinha cá e hoje estou vindo para o parabenizar por esta maravilhosa história e igualmente pela sua maravilhosa família. Está muito legal.

Beijo no seu coração

Maria Vitória Martins disse...

Senhor da Paixão

Sou frequentadora desta Trvessa e nunca o tinha visto por este lado, nem por este nem por nenhum outro. Mas penso que fez bem em vir aqui.

Tem uma grande lábia, desculpe que lhe diga assim, mas acho-lhe muito engraçado. Essas piadas da ponte que já foi Salazar, agora é 25 de Abril e talvez venha a ser Senhor dos Passos, são muito jeitosas.

Com respeito às cuequinhas e à gravura do cabeçalho, as primeiras eram da Senhora Dona Raquel, pessoa de bem, esposa dedicada e mãe amantíssima; a segunda é da autoria do primogénito do Dr. Antunes Ferreira.

É o Miguel Ferreira, meu colega do ISE economista por consequência e que desenha muito bem, no que sai ao pai que também tem imensa habilidade e até já ganhou a vida a fazer anedotas ilustradas, no tempo da outra senhora.

O Dr. Antunes Ferreira, de quem sou admiradora pelo seu feitio, pela sua postura no Mundo e porque escreve muitíssimo bem, não me pediu para o representar, nem me passou mandado para tal.

Pedindo-lhe desculpa, termino dizendo-lhe Senhor da Paixão que também tem muita graça.

Beijos aos dois

Boris Ganchev disse...

Henrique Antunes Ferreira
Acho este texto formidavel. Duma peque historia vc faz uma cronica ezcente. Tenho de visitar a Travessa mais vezes e anda a ver se encontro um teclado portugues para usar os acentos e os til e as cedilhas. Mesmo assim, gosto muito
Voltarei
Abraco

Fátima Garcia disse...

esse achar a calçinha no assento do avião, eu pagava p/ver. Hilário...
abs

SOL da Esteva disse...

FerreirAmigo

Neste bocadinho de estabilidade (sei que és Republicano ferrenho!) quero lembrar ser hoje o teu Dia: Dia de Reis.
Esquecer a Travessa, NUNCA!
É Caminho para se passar com muita estaleca e calma e hoje não quero perder o que tenho no momento.
Compreenderás?
Assim o espero.
... Pelo menos ainda estou vivo.
Ficam em falta os Poemas.

Abraços

SOL
http://acordarsonhando.blogspot.com/

BURGOS disse...

Henriqueeeeeeeeee!

Que blog maravilhoso!!!
Parabéns, estarei sempre por aqui a espionar esses posts.

Um abração meu amigo

Luís Bonito disse...

Como prometido, dei um salto dos Postais e vim até cá para lhe desejar, a si e aos seus, um bom ano de 2012, se possível melhor dos que os oráculos apregoam.
Um grande abraço

Adão Mukambo disse...

Rico

Para começares o ano, mais uma pérola... Que penso que não seja dada a porcos... Entraste bem? E a família também? Nós entrámos a pés juntos para que a sorte não dá cabo das nossas imbambas.

Kandandos e boa viagem

Félix Cravo Martins disse...

Esta história é uma grande confusão, mete alhos com bugalhos, ninguém a entende, desde as Caldas até às cuecas da senhora. Continua a sem vergonha.
Continuarei à coca.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Paixãoamigo

A Vitóriamiga - que é uma querida - antecipou-se-me na resposta que eu lhe ia dar, o que não faz mal nenhum, muito antes pelo contrário. Mesmo assim, umas linhocas...

Cuecas num estendal têm de ser um bom sinal (olha, rimalhei); a higiene deve ser incentivada em Portugal, a bem ou a mal (olha, reincidi).

O desenho é, de facto, da autoria do meu primeiro primogénito, que, aliás, veio antes do segundo, sendo portantos (sem s) o primeiro e, coincidência singular, o segundo foi o seguinte, ou seja o segundo.

Aclarado, creio que definitivelmente este tema, concordo que há o mar da palha e o mar que não é da palha, muito menos o da palha. E a ponte, para mim (e para muito boa gente) foi, é e será sempre a ponte sobre o Tejo. Tal como os pasteis de nata de Belém serão sempre os pasteis de Belém. A vida em destas coisas...
inauditas
tão esquisitas,
que não têm explicação.
Hoje agradas
logo enfadas
e ninguém percebe nada
das coisas do coração
de acordo com a cantiga da Maria de Lourdes Rezende.

No que concerne o Sporting, 'tralmente que tinha de estar presente num blogue desta envergadura; a propósito, há mesmo quem diga que é o melhor blogue do primeiro esquerdo do imóvel n.º 12, sito na Rua José da Costa Pedreira, 1750-130, uma casa às tuas ordens, não desfazendo.

Quanto a camas e similares, no comments como diria o saudoso Jimmy Hagan. Como isto vai indo, sem subsídios diversos, o abono de família (que era o Eusébio, do Benfica) parece que emigrou, seguindo os sábios e paternais conselhos do Passos da crise.

E prontos (sem s) muito obrigado pela visita e pelo comentário; agora só falta que adiras à (per)seguição. Volta logo que queiras, prinzemplo, já amanhã pela fresquinha.

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

ADENDA

Ó Limamigo, os dois secos ao fêcêpê foram verdade incontroversa, incontornável e indesmentível. Vai ver os jornais da época, incluindo a Época. Brigado

+ abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Manekenamigo

Plenamente de acordo: as G3 também ajudaram - e muito. E em diversas situações.

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Mariamiga

Estas estórias são como as cerejas, vêm sempre umas atrás das outras. A minha cunhada mais nova, a Belinha (hoje radicada no Québec) dormia também agarrada a uma almofada. Ela faz 17 anos de diferença da Raquel, por isso conheci-a quando tinha quatro anitos e acabava de vir de Goa com os pais e os irmãos.

Adormecia também sempre abraçada à mesma almofada; eu vi. Porém, ela já estava (a almofada, tralmente) um tanto assim a modos como quem diz. E a Raquel disse-lhe que a coisa estava uma porcaria.

Daí para a frente - e até aos cinco/seis anos - ela pedia com grandes lamurias: quero a minha porcaria, quero a minha porcaria. Depois, passou-lhe.

Foi uma enoooormeeee aventura para os putos, tá-se mesmo a ver, não tá-se? Para nós foi diferente: para a Raquel foi uma trabalheira e um cagaço; para mim foram carradas de mezinhas.

3 abçs e qjs para tu

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Zorramigo

Totalmente em sintonia, no mesmo comprimento de onda, na mesma latitude a, até, na mesmíssima longitude, longe vá o agouro.

O JNPC já pediu a minha cabeça numa bandeja, tal como a do João Baptista. Nos jornais, nas rádios e nas televisões. Não estive de acordo, obviamente, pareceu-me um tanto incómodo.

Quanto ao médico - desistiu; disse-me que eu ficava mesmo assim e ponto. Parágrafo, na outra linha. Já no que respeita ao estendal, não foi no Dribbelen Zoet do Sr. Soares dos Santos que o encontrei. Foi no Google Doce.

Abç

PS - Ik wacht uw reactie. Ainda que saiba bem pagar tão pouco, ou seja weet zo weinig betalen.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Bernardinamigo

Estás a passar umas outras????

Muito obrigado e cá te espero sempre

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Cacildamiga

Estou completamente parabenizado, e feliz e contente pelas tuas palavras. Muito obrigado

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Vitóriamiga

Palavra de honra que não sei o que te dizer. Só posso agradecer-te a resposta que deste ao Paixãoamigo, e os bjs que me (nos) enviaste. E, para já, é tudo.

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Borisamigo

Muito obrigado, много благодаря, o Tradutor Búlgaro é um espanto! De resto, quero sugerir-te que talvez através dele tu possas usar os ççç os ááá, os ãos, ãos, os ààà e assim. Mas podes continuar a escrever como podes, porque o fazes muito bem; muitíssimo melhor do que faria se tentasse o Búlgaro...

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Fátimamiga

Eu também pagava... E que tal vai indo a minha praça em Fortaleza?

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Solamigo

No dia de Reis, com ou sem bolo rei, não quero ver-te assim. Todos temos de saber viver o dia-a-dia e portanto todos os que vão passando são dias ganhos. E fica uma ORDEM: sobe sobe o coração!!!...

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Burgosamigo

Bravo! Hip, hip, hurra! Bué da fixe!!!!!

Prontos (sem s) lá terei de te aturar; são sinas, é o fado que até já é património imaterial da humidade, digo, humanidade.

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Bonitamigo

Viele Danke. Ich erwidere mit Freunden. Muito e muito brigado pela tua vinda. Volta quando quiseres e entenderes. Auf Wiedersehen

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Adãomalandramigo

Pois eu sei que tu sabes que eu sei. Nós entrámos bem e vamos embora sá... no dia 19, ou seja, ainda faltam 13 dias, um verdadeiro tormento. Não te esqueças de dizer ao Mascarenhas que vamos lá à terra dele... Brigado

Kandandos

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Martinsamigo (???)

Continua, sim senhor. Continue também sempre à coca.

BURGOS disse...

Alguém nesse blog pode me explicar o que é "Bué da fixe"?

Já estou maluco para saber o que significa isso, hehehehehe.

Abraços

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Burgosamigo

É a linguagem cabalística dos putos e das pu... ras donzelas, que eu já adoptei.
BUÉ DA = MUITO. É só.

Logo bué da fixe é muito fixe, muito porreiro, muito baril, muito bom, etc. e tal. Assim como
bué da filho da puta é muito filho da puta, sem ofensa ou desmerecimento.

Diz se estás ex-clarecido, ops, esclarecido, sff

Abç

Palavras disse...

Muito bom caro amigo!

Ler suas crônicas é sempre uma diversão à parte!

desejo-te um 2012 iluminado, cheia de saúde e paz!

Grande abraço

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Palavrasamiga

Muito e muito obrigado

Devolvo os desejos; que 2012 te seja muito bom, sobretudo na saúde, na Amizade e no Amor

Qjs

patricio branco disse...

uma boa história, um trecho de memórias, a nostalgia dos filhos pequeninos, a vida doutros tempos.

A tap teve de facto jumbos mas nunca viajei neles. voei sim nos barulhentos 707, a ultima vez em 1986, lembro-me bem, de roma para lisboa. creio que pouco depois foram retirados.

que teriam pensado de facto as empregadas da limpeza do avião? bem, isso mesmo que dizes, é o mais provavel.

boas recordações, um capitulo das tuas memórias pra arrumar em futuro livro. muito terás a dizer nos amiguhenrique.
abraço, pb

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Patríciamigo

Pois foi mesmo assim, viajei diversas vezes nos jumbos da TAP e até convidado pela companhia a vir de Luanda para a bênção do primeiro, bem como para a inauguração do Hangar 7 construído para as dimensões dos aviões gigantes.

Era então Director para a Manutenção o eng. Viana Baptista que em 1980 seria ministro dos Transportes e Comunicações e, depois, ministro da Habitação, Obras Públicas e Transportes.

A minha vida tem sido uma sucessão de maluquices, de que não me arrependo na maioria delas. Exceptuo sempre a ida para o Ministério das Finanças, pois saí dali em estranhas condições.

Quando se diz que um cidadão sai de lugares bons no Estado com os bolsos cheios, eu, ao fim de seis anos de ali ter estado, saí com... uma depressão bipolar: cinco anos e seis psiquiatras. Outras estórias...

Quanto ao resto, ainda hoje me rio só de pensar o que teriam... pensado as senhoras da limpeza da aeronave...

Qbç

BURGOS disse...

Henrique meu amigo

Quase morri de tanto rir!

Taí, gostei, hehehehehe

Um abração pra você

Rita Freitas disse...

Adoro a forma como escreve.
Gostei imenso desta crónica, só tem um problema: apetece ler mais :)

Feliz ano 2012

Abraço

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Estimado confrade Henrique Antunes Ferreira!
Como é alvissareiro divagar sobremaneira com suas imperdíveis crônicas!!!!
Ouvi rumores que um conhecido político brasileiro, que tinha mandatos biônicos nos anos de chumbo, também tinha um hábito similar, mas no caso dele a indumentária íntima para que ele fosse para os domínios de Morpheu era uma cueca samba canção...
Caloroso abraço! Saudações morpheuianas!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Burgosamigo

Mete travões às quatro rodas que já ultrapassaste o limite máximo de decibéis. Gostei do teu comentário, palavra que gostei.

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Ritamiga

Haverá mais, penso eu de que..., e poderás matar a sede que te devora; com água del cano, mas de boa colheita, também...

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Profamigo e casto Confrade

Morpheu sou eu, e sem afagar cuequinhas, longe vai o tempo, ai, ai.

Desse político brasuca que mencionas, mas cujo nome não reportas, nada sei, mas não devia ser boa peça. Pelo menos de roupa interior...

Abç

ATENÇÃO!!!!!!!!!

1) Continuo sem conseguir postar uma vírgula que seja no nosso CELULÓIDE, o que é uma ganda merda!;

2) Também não consigo fazê-lo no CONTEMPLADORA da nossa Catarinamiga, nem no DEVANEIOS do nosso Coimbramigo e em mais dois ou três. Já consultei o Blogger e o fdp não me diz nada. Não sei mais o que fazer... Pqp!!!!!!!

Abç

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Estimado confrade Henrique Antunes Ferreira!
Sugiro que você tente acessar os blogs citados através de outro provedor, por exemplo, se costuma acessá-los pelo Google Chrome tente faze-lo através do Mozilla Firefox.
Caloroso abraço! Saudações palpiteiras!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP