Fazer Amizade com as pessoas é uma das melhores coisas do Mundo. E a blogosfera propicia isso. Mas também pode ser muito perigosa; logo, há que ter muito cuidado: somos muitos e convém não esquecer que os homens são todos iguais - mas há uns mais iguais do que os outros...

Quarta-feira, 9 de Novembro de 2011

À VOLTA KÁTESPERO

Os bombêros da Vidiguêra (*)

Palavra de honra que esta também não é minha. O meu Amigo João Esteves, 
camarada da tropa, alferes miliciano que seguiu 
para Angola no mesmo Uíge em que eu também ia, foi agora 
quem me enviou a estória. Posso aditar que já a tinha 
recebido antes e de várias origens, mas desta feita, não a posso ignorar.
Um escriba é sempre...
Mas, um escriba é sempre um escriba, 
desde o Egipto até agora. Por mais que vos diga 
para me absolverem, não há nada a fazer. Quem conta um conto, 
acrescenta um ponto, mesmo que seja de cruz ou de Arraiolos 
ou mesmo de Portalegre. Que estas tapeçarias portuguesas
 me relevem a falta que cometo ou mesmo a ousadia espúria.
Penso que sabem que não gosto de me engalanar 
com grinaldas alheias. Ou sim, ou sopas. Nestas coisas
 da redacção não há cinzento que valha quando o branco
 se quer substituir ao preto. Falo de cores, 
obviamente, não sou de racismos, abrenúncio. 
Por isso, confessando o crime de alargar a estória 
alargando a escrita, ela aqui fica. Com a admiração 
e os maiores cumprimentos a quem a inventou. 
E a quem ma enviou, o Esteves.

 Antunes Ferreira
Um fogo deflagrara numa grande herdade da Amareleja no distrito de Beja, freguesia alentejana, propriedade que nos tempos da reforma agrária tinha sido ocupada por uma cooperativa que viera a dar com os burrinhos na água. O patrão, devolvido que lhe foi o latifúndio, também não se preocupou muito em introduzir-lhe novas culturas ou métodos mais actualizados de a tratar e desenvolver. Candidatara-se, porém e naturalmente, aos subsídios comunitários e era um daqueles que exibia um todo-terreno, a que uns quantos mal intencionados chamavam os jipes da CEE. Despeitos, invejas.


Nestes trotes da agricultura intensiva, a intervenção do MFA (se calhar ainda uns quantos se recordam da sigla, mas para os mais desatentos, distraídos ou alegadamente esquecidos, tratou-se do Movimento das Forças Armadas que foi o autor confesso do 25 de Abril de 1974 que trouxe a Liberdade e a Democracia ao povo português). O esclarecimento não é só dirigido a esses que atrás se mencionaram, mas também se destina a quem nos lê e não é Luso.


As preocupações foram aumentando




Pois então, volte-se ao incêndio que lavrava (fórmula calina, característica de noticiários estereotipados mas usada a torto e a direito em noticiário que se preze) na enorme seara e ameaçava as casas do monte, as alfaias agrícolas, os rebanhos de ovelhas, caprinos e bovinos, e mesmo o feitor e os seus familiares, bem como alguns trabalhadores rurais que ali habitavam. Dado o alarme, as preocupações foram aumentando com o alastrar do sinistro. Entretanto tinham sido chamados os soldados da paz. Uma outra anotação, de resto a compasso da anterior sobre o verbo sem arado. São, como é sabido, os bombeiros.  

Que rapidamente chegaram, estenderam mangueiras, afivelaram os capacetes e deitaram mãos ao trabalho. Os senhores da Protecção Civil também compareceram, não se sabia muito bem para quê, mas estavam presentes. Era ainda o tempo dos governadores civis, agora extintos, utilizando terminologia a condizer com o desastre. Mas o Governo actual ainda não estava no poder e os titulares dos governos civis tinham automóveis, pessoal e gabinete. Sic transit gloria mundi.
Difícil dominar as chamas

Porém o fogo estava cada vez mais forte e os bombeiros não conseguiam dominar as chamas. O proprietário que igualmente havia chegado, deitava as mãos à cabeça, ai que desgraça, e fazia contas de sumir. De entre os presentes e de muitos mirones que assistiam à ocorrência, mesmo dos guardas-republicanos que diligentemente ali se tinham de igual modo deslocado - autoridades são autoridade e um incêndio de tal envergadura não acontecia todos os dias - saltara um consolo maioritário para o senhor.
 
Mais duas corporações combatiam denodadamente as labaredas, requisitara-se os meios aéreos, mas estavam empenhados noutra situação também ela calamitosa, tinham prometido que viriam o mais depressa que lhes fosse possível, literalmente a voar, mas a situação já estava a ficar fora de controlo. A nuvem de fumo fora-se avolumando, as faúlhas levavam o lume a outros locais da planície, os braseiros cresciam; não era, ainda, o fim do Mundo, mas era sim o fim da herdade.

Foi então que, no meio da exaltação contagiante e até de algum desvario, alguém sugeriu que se chamasse o grupo de voluntários da Vidigueira. A Vidigueira é uma vila do mesmo distrito do Baixo Alentejo, então com cerca de 3 000 habitantes. Hoje, os dados do Censo ainda não estão completamente esclarecidos, mas tudo indica que devem ser menos. É sobejamente conhecida a diminuição da natalidade entre nós.
 



Existiam algumas dúvidas quanto às capacidades e ao equipamento dos vidigueirenses, mas, de qualquer jeito, sempre seria mais uma forma de auxílio em tamanha emergência. Há que dizer que nestes casos são sempre mais as vozes do que as nozes e que a cavalo dado não se olha o dente, sem qualquer menosprezo quer para os equídeos, quer para os bravos lutadores contra os braseiros. Más-línguas e despautérios. Assim se fez.

Só lhe faltava ser a... pedais
Ei-los chegados, num camião velho, desgastado pelos anos e operações de combate. E nem se detiveram; passaram em grande velocidade e dirigiram-se em linha recta para o centro do incêndio! Entraram por ele adentro e só pararam mesmo no meio das chamas. Estupefactos, os presentes assistiam a tudo, numa expectativa de cortar à faca e num silêncio sepulcral. Podia lá ser.


No centro do inferno, os voluntários saltaram todos do camião e começaram a mangueirar freneticamente em todas as direcções. Desenhava-se uma chuva no horizonte vermelho, mas os valentes avançaram na divisão das flamas e aos poucos restavam apenas duas posições de frentes facilmente controláveis. Era uma vitória sem precedentes, quais Cristianos Ronaldos, quais Messis, quais Mourinhos, quais quê.

Os vivas romperam, as ovações relampejaram, as palmas tornaram-se ensurdecedoras, os abraços esqueceram a fuligem que recobria os salvadores, trouxeram-lhes leite UHV meio gordo em pacotes Tetra Pak, por mor de possíveis intoxicações, vieram umas cervejolas e uns uísques, só não se abriram umas garrafas de champanhe porque não as havia no monte. Mas ficavam para a próxima, cala-te boca aziaga.


Naturalmente, o mais impressionado com a actuação dos da Vidigueira era o latifundiário, que enfim, respirava de alívio, ao ver a sua herdade libertada das chamas e da devastação concomitante. De imediato e depois dos apertos de mão mais… apertados, dos amplexos mais entusiasmados puxou da carteira e passou imediatamente um cheque de vinte mil euros à ordem da corporação vencedora.



...  porra dos travões
De sopetão um repórter duma rádio local perguntou ao comandante dos bombeiros: Vinte mil euros? Que tal?! Vossemecê já pensou o que vai fazer a tanto dinhêro(*)? Ouça lá compadre, atão(*) nã havera(*) de pensari(*), respondeu o comandante ainda a sacudir a cinza do capacete. Aos bombêros(*) da Vidiguêra(*) nenhum cabrão(*) nos agarra. A primêra(*) coisa que vamos fazeri(*) é arranjari(*) a porra dos travões do camião...
___________

(*) A pronúncia é, tanto quanto possível, a local, bem como a terminologia



77 comentários:

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Caro confrade Henrique Antunes Ferreira!
Quem vai também apreciar sobremaneira esta história é nosso estimado confrade António Cambeta, um aletenjano que reside em Macau desde a décade de 60 do século passado!!!
Caloroso abraço! Saudações alentejanas!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP

PS - Quando for possível leia no meu blog as aventuras do Detetive Pardal, personagem criado pela verve maravilhosa do Cambeta!!!!

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Onde se lê aletenjano leia-se alentejano e onde se lê décade leia-se década. Desculpe-me pelos erros de datilografia digo digitação.
Já estou de castigo no milho...

as-nunes disse...

Caramba, que até me ia dando uma coisa roeim!

Mas que pedalada, do "escriba" e dos bombeiros da "Vidiguêra"!

Eu gosto é de ver os da Protecção Civil...a falar para as rádios e televisões, isso sim!

Maria disse...

Henriquamigo
Respeito e admiro os bombeiros. Tenho um sobrinho (do lado do João) que, desde muito novinho é bombeiro. Tenho medo por ele mas, sinto um grande orgulho do meu bombeiro.
Pouco ajudados, pouco reconhecidos, são os meus heróis. Quantos já deram a vida, salvando pessoas e haveres? e ainda há quem lhes faça críticas.
Bem hajam os bombeiros da Vidigueira e os outros todos.
Sou sócia dos de Odivelas, desde que para aqui vim.
Vivam os bombeiros.
Abçs, beijinhos e queijinhos da Vidigueira, da
Maria

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Caro confrade Henrique Antunes Ferreira!
Falando em incêndios lembrei de dois pavorosos incêndios, que ocorreram na cidade de São Paulo-SP, respectivamente nos anos de 1972 e 1974, calcinando os Edifícios Joelma e Andraus, ceifando dezenas de vidas e causando grande comoção... A partir destes pavorosos incêndios a legislação foi alterado tornando mais rígidas as normas de segurança e os valorosos e destemidos bombeiros foram melhor equipados.
Aqui entre nós o Corpo de Bombeiros foi criado pelo inesquecível e erudito Imperador Dom Pedro II (1825-1891), que assinou um Decreto Imperial em 1856.
Caloroso abraço! Saudações frias!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP

Eduardo Miguel Pereira disse...

Henriqueamigo, não há malta mais desenrascada que o Alentejano !
E o resto é conversa !!! eheheh

Belo conto, anedota, estória, o que lhe queiram chamar.

♥♥♥Ani♥♥♥ disse...

Passei pra te desejar um maravilhoso mês de Novembro e para agradecer todas as vezes que você carinhosamente esteve visitando meu blog.
Espero que volte em breve...

Beijos
Ani

http://cristalssp.blogspot.com

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Profamigo (1)

O Gambeta alentejano-macaense ainda nem piou. Aguardo ansiosamente a intervenção dele a todo o momento, porque eu sou meio-alentejano...

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Profamigo (2)

Prontos (sem s) não se fala mais nisso. Um texto se gralhas é como um jardim sem flores...

+ abç

Vitor Chuva disse...

Olá, Henrique!

E lá se foi o mérito desses bombeiros heróis, quando a história estava tão bem encaminhada - Não se faz...!

Abraço.
Vitor

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Nunesamigo

A mim éke me ia dando uma coisa com a tua vinda aqui à nossa Travessa. Há mais de 25 séculos que andavas fugido. E eu estou certo de não te ter insultado, maltratado, magoado. Mas...

No concernente (isto tá bem escrito, não tá?) à pedalada a dos da Vidiguêra é muito maior, podes crer.

Volta depressa, homem, antes que se acabe

Abç

PS - As Caldas continuam a estar no mesmo sítio? E a Rainha também? E o Zé Povinho? E as cavacas? E o das Caldas? Responde e tira-me deste sofrimento inaudito...

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Mariamiga

Eu também, acredita. Mas isso nã me impede de fazeri umas brincadêras, comadri.

Inté sou sócio dos Voluntários (à força) de Arranhó de Cima. 50 cents trimestrais. E já ajudei a comprari um imbulançia, comprêí um limpa pára-brígidas a prestações, claro.

Se a gente nã brincarmos (???) um pedacinho, atão ainda estes gajinhos - que nos aumentam os impostos e sacanices dessas - nos aventam pela janela. São capatazes de tudo, ou seja, capazes.

3 abçs e qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Profamigo (3)

Muito obrigado pela lição. Até o Dom Pedro, meu caro, até o Dom Pedro inaugurou a Bombeiral da Moda.

Foi, realmente, um Imperador com grande independência - e até a deu aos brasucas, sem ofensa. Vivam os bombeiros! Viva o Dom Pedro! Vivas tu!

... e só a modéstia me impede de acrescentar - viva mim!

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Eduardamigo

Sim senhôri, vomecê têi toda a rezão! Mas, entrementes, ê cá vou pôri os safões e vou ali à da Santinha e já volto.

Mas, compadri, pode vir mesmo na minha ausência, tá autorizado.

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Anicoraçõesamiga

Tóbrigadinho. Seja o que Deus quiser. E passa mais vezes por aqui; e deixa mais comentários; e (per)segue-me. Não é pedir muito...

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Chuvamigo

Se tu tivesses chegado mais cedo, não era preciso chamar os da Vidiguêra... Vê se és mais pontual... a cair. Ou mete uma cunha ao São Pedro... rsrsrs

Abç (sem guarda-vitor)

Rosa dos Ventos disse...

Calculei que da "Vidiguêra" teria que sair obra asseada mas não contava com esta!
Obrigada pela gargalhada que dei! :-))

Abraço

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Rosinhamiga

Estou sastifêtíssimo por têri originado uma boa gargalhada, comadri camarada. Kê cá saiba, gargalhari ainda nã paga impostos, mas nã faltará muito.

Diz-me o que estás pensando sobre o assunto. Fico esperando. Obrigado

Q^ja

Quasímodo disse...

Amigo Henrique...

Não há crises nem Passos que prejudiquem a tua verve.

Veja que os alentejanos debelaram o incêndio. Ou apagavam ou... Aqui se diz que quando a água bate nas barbas aprende-se a nadar.

Fez-me lembrar de um episódio no meu primeiro emprego, isso lá pelo começo da década de 70. Era uma fábrica de móveis, de tamanho médio, de uns 200 funcionários, maquinário caro e um estoque enorme de madeira empilhadas no pátio.

Num dia 1. de maio, quando ainda se fazia feriado e os patrões promoviam um churrasco para homenagear (ou seduzir) os trabalhadores no seu dia, foi convidada uma guarnição dos bombeiros para ministrar-nos procedimentos de combate ao fogo em caso de alguma emergência.

Depois das aulas teóricas fizemos, no pátio, um amontoado de lascas inservíveis e ateamos fogo.

E, a válvula da água da viatura não funcionou. Tivemos que apagar o incêndio que já ameaçava tomar conta de todo o estoque e da fábrica, utilizando o prosaico baldinho.

Depois do susto, o comandante, entre indignado e envergonhado foi verificar a mangueira e a danada achou de funcionar com um jato tão forte que o lançou de encontro à parede do galpão onde funcionava a serra de fita.

É fácil imaginar como transcorreu o almoço.

Abraço, amigo.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Clóvisamigo

Sendo como são importantíssimos, os bombeiros, talvez por isso mesmo, são alvo de anedotas as mais variadas. Sem razão nenhuma, mas, por cá, os Alentejanos também são.

Por exemplo, há aquela da dama que acedeu a ir para a cama com um cavalheiro, depois de se terem encontrado numa festa, terem conversado bastante, terem bebido uns copos (não muitos) e terem finalmente descoberto que eram almas gémeas.

Hotel de categoria, suite, champanhe, e o senhor, em tom veemente, minha querida estou em fogo, todo eu ardo por ti, daqui a bocado tenho de chamar os bombeiros!..

Ela sorridente, sensual, excitante, deixa-se despir devagarinho pelo sujeito, ostentando no fim, um corpo de sonho, curvas nos sítios exactos, pernas longas, um pedaço de mau caminho...

Ele, excitadíssimo, minha adorada, estou em brasa, vou-te f...azer assim e assado, sinto-me um verdadeiro bombeiro para aplacar as tuas chamas, e despe finalmente as cuecas.

E ela, suspirando, logo tinha de me calhar uma mangueira tão pequena...

Si non è vero, è bene trovato...

Abç

500 disse...

Tudo muito bonito e etc. e tal, mas não entendo o que faz a garota inclinada sobre o motor da viatura.
E a propósito da Videguêra: há um bom par e anos, de regresso dos Allgarves, parei na Adega lá do sítio para abastecimento. Este aqui, aquele ali e então este nem se diz nada, é rótulo novo, vai muito bem servido e o preço é de lançamento e pode guardar-se. Ponha lá então duas caixitas dele. Dias depois vou ao Carrefour de V.N. Gaia, onde estava muito mais barato. Não voltei aos tintos nem brancos videgueirêses.

Carlota Pires Dacosta disse...

Qualquer dia nem travões, nem portas, nem gasolina.
Quando precisarmos deles, nem eles lá estão

Beijo

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Zorramigo

Então nã se vê logo que é a oficina onde o camião dos Voluntários da Vidiguêra foi arranjar os travões, pôçaras?

A jovem é uma freira da Ordem das Camelitas Descalças até ao Pescoço que ali estagiou, para depois reparar as madres, ops, as viaturas das madres lá do Convento.

Não vejas maldade nisto, aqui não há sofismas nem mentiras, é tudo transparente e verdadeiro como o actual Governo, bendito seja; quer-se dizer, é tudo a nu. O manto diáfano da fantasia, aqui não se safava.Eça agora!...

Oke tu és sei eu bem: um dârti mainde. Disse.

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Carlotamiga

Lamento ter de to dizer, mas és uma optimista impenitente. Se fosses pessimista, vá que não vá, mas desta maneira nem os Voluntários da Vidiguêra te safavam. Haverão (???) muitas coisas boas. Má menina.

Qjs

Fernando S. Marques disse...

Pelos vistos não há maneira de ganhar juízo na sua tola que nem serve para usar chapéu. Gozar com os bombeiros voluntários e sapadores não se faz. Tenha maneiras porque bem precisa.

Albertina Gomes disse...

Amigo Henrique

Uma história com muita piada. Não a tinha recebido por e-mail, por isso soltei umas boas gargalhadas.

Beijocas

Edward Fernandes disse...

Caro Antunes Ferreira

Muito bem apanhada esta história. Não a tinha recibido ainda que me mandem muitos e-mails de Portugal.

Thanks a lot


Hug

redonda disse...

:)
E a história também poderia valer para muitos outros, até para herois anónimos e sem profissão, bastaria termos um carro com maus travões e aí iriamos nós salvar o mundo :)
um beijinho

Félix Cravo Martins disse...

O senhor Ferreia brinca com coisas muito sérias. PÇor algum motivo os bombeiros são chamados e muito bem Soldados Da Paz, valem-nos nas mais difíceis circunstânçia, fógos, inundassões, terramotos e outros desastres
Parece-me que o sr Ferreira perdeu o sentido da irrespomsabilidade Haverão mais coisas destas; ma seu comtinuarei smpre à coca mesmo fora do mosso País

Pedro Coimbra disse...

FerreirAmigo,
A versão que eu conhecia, e publiquei, era muito mais pindérica.
Num vale um chaparro à beira desta, a bem dizer.
Abraço, compadre!!

Maria disse...

Já que o compadri acha c'haveramos de brincar, sempre le digo que, já tive uma ajudanta alentejana da Vidiguêra, que me ensinou umas coisinhas da língua e usos da terra. Ficou zangada, por cosa d'eu le dizer que o Vasco da Gama nascera em Sines, porqu a ele era condi da Viguêra etc..etc e tal. E inté sabia ondera a casa a a mãe dele o pariu. Tamem me disse qa lá uma estauta dele tal cal era. Já vi a dita e dá uns aris.
Fazendo favori, faça as minhas visitas à comadri Raquel e arreceba um panito alentejano e um quêjo. da comadri
Maria (ao sê dispor)

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Marquesamigo (???)

Estou mesmo a ver que se esqueceu de tomar as gotas ao deitar. Trate-se, cuide-se.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Albertinamiga

Quando uma pessoa de quem gostamos solta umas boas gargalhadas, a minha vontade é gargalhar também. Mas, quem escreveu a estória fui eu donde...

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Edwardamigo

Uélcame diar Frêde

Com essas e com outras boas da tua parte, não há SS, perdão SM, ou seja S. Marques, que me chateie. Muito agartecido [de lã virgem (???)]

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Gábiamiga

Salvar o Mundo já não digo: é muita fruta (Não tem nada que ver com a do Sr. JNPC). Salvar o País, a Bem da Nação? Já temos quem o faça, dizem. Salvar a minha rua? Ainda ontem passou por ela a brigada de tapa buracos da CML. Portantos (sem s)...

Qjs

Felina disse...

Ahahahahah bravos à força, consegui rir apesar de ficar sempre angustiada quando se trata de incêndios

beijinho

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Comadramiga

Atão nã querem lá vêri a danada da mulheri. Tá um home aqui cheio de rezão, a contar só verdadêras verdades estórico-regionais e vêi ela a dar-me cabo da mona. Perfêto.

Mas juro-le, comadri dos alcutruses kamim ningêi me vira, porra! Nêi um camião de bombêros voluntários ou sapadores, mesmo da Vidiguêra.

Quanto ao saudoso Vasco tou pensando se era o Santana. Quêi sabe, tamem poderia sêri o Gonçaves. Gama só conheço aquele senhôre que estava presidindo à Assembleia da República e que chamou ao Alberto João Jardim vai para um ror de anos zulu ou cáfrio ou lá o que foi e uns largos tempos depois disse que o Caruncho era «um exemplo supremo na vida democrática do que é um político combativo».

Mas este gajo nã é de Sines nêi da Vidiguêra, é dos Açures.

3quêjinhos e um abraço para vomecê. Pôçaras, será que minganêi?...

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Felinamiga

Antes à força do que à forca. Livra! Vivam os bombêros!

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Félixamigo (???)

As recomendações que dei ao Sr. Fernando S. Marques também lhas endereço. Olhe que anda por aí muito vírus e muita maleita. Penso que é por mor da crise. As melhoras.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Compadri Coimbramigo

Esta fui ê mêsmo ca vesti com outras ceroulas e aviamentos. Porque a outra, a pífia, a pindérica - como vomecê diz - foi a que esteve na bási destoutra. Entendeu Vomecê? Ê cá não.

擁抱

SOL da Esteva disse...

FerreirAmigo

O que é, sempre, notório em qualquer acontecimento do género, é a inexplicável quantidade de "autoridades" que são simples espectadores visíveis no desastre (ou são parte dele) mas que têm muito que fazer quando as coisas correm menos bem.
Exemplar atitude do Comandante da "Força" não "qualificada" (quero dizer não diplomada, que na gíria se diz incompetente, iletrada, etc) que ante uma verba significativa , mas insuficiente para uma viatura nova, decidiu gastar o essencial a uma gerência exemplar: menos que a receita.
...Os Políticos bem podiam aprender, aqui, como gastar menos que o que se "ganha" (rouba), não é?

Abraços


SOL

patricio branco disse...

onde é a oficina, que os travões do meu carro fazem um barulho estranho e por vezes deitam fumo?

Utena disse...

Meu querido amigo,

Já não há heróis?
Acaba-se assim com eles?
Não se faz

Olinda Melo disse...

Ferreiramigo

Adorei a sua visita, as suas palavras tão ternurentas...

Gostei muito deste texto, aliás gosto muito da sua escrita. Entre duas ou três 'graças' vai dando informações importantes, como por exemplo,neste caso, sobre o MFA, a Reforma Agrária e, consequentemente, os latifúndios, os subsídios para a agricultura ou falta dela, enfim...quem não sabe fica a saber.

:)

Grande abraço.

Olinda

Adão Mukambo disse...

Grande chefe A.F.

Fizeste-me lembrar dos tempos do Mutamba Smith e do Riquito, u,u. E da Riquita Bauleth, a nossa eterna miss.

Ontem encontrei-me com o Simões da Catumbela e a Lurdecas de Benguela que viertam aqui. Metemos umas Cucas (que agora andam melhores que no tempo do Vinhas) e recordámos A Palavra, o Miau, o Lacrau e a Provínia de Angola, o Comércio e a Notícia. Vê lá que até falámos do Junça, que continua em Luanda e do Adulcino. Foi uma ganda farra!

E hoje aqui estou, depois de vários meses de ausência, e rio-me muito. Coitados dos bombeiros. Lembrei-me do comandate Marcolino.

Caté

Kandandos

hesseherre disse...

"é arranjari(*) a porra dos travões do camião..." KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK....
Estava explicado tanto heroísmo, Henriquamigo....Mas o teu chororô sozinho dava pra apagar aquele incêndio. Estou sempre de olho em v. e na sua maravilhosa Taverna!!!

patricio branco disse...

Bom que isto se tenha passado no alentejo, terra de valente gente, desde os latifundiários aos bombeiros. O governador civil (até tinham chefe de gabinete e mercedes)poderia, porem, não ser alentejano, desconfio que o fosse.
Os gajos da vidigueira por aí adiante foram, e depois tiveram de se desenrascar, e fizeram-no bem, como valentes que são. É o que se chama ir para o olho da tempestade.
Vidiguêra, terra de bons vinhos e bravos bombeiros.
Há uns meses passei por lá a caminho do algarve (por razões que não interessa dizer, fiz um desvio, évora, beja, vidigueira, algarve e não utilizei a autoestrada)dizia eu, passei por lá. Quiz comprar uns vinhos mas a adega cooperativa estava fechada, era a hora do almoço. Mas ainda comi umas boas empadas e uns doces regionais num simpatico café central que não lembro o nome.
Segui viagem e fui até portimão.
Boa historia sobre alentejanos, incendios, bombeiros e latifundiarios.
Abraço, p b.
Ps. não era vasco da gama que era conde da vidigueira?

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Solamigo

Sff, põe-te à tabela, que aparentemente já não há pides por aí, mas há orelhas ocas mesmo para palavras poucas.

Olha o que se está passando no Parlamento: o Governo está aberto ao diálogo, mas vai pelo monólogo. O Gil Vicente, o ourives, não o clube de futebol, hoje, não escreveria o Auto da Barca do Inferno; escreveria sim os autos da marca pró Inverno, anda tudo no gamanço.

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Patríciamigo

Querias?... Só se fosses para o convento da Soror Mariana Alcufurado e esta, pelo que se pode ver, não tem nada disso; nadinha, coisíssima nenhuma. Piadista...

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Utenamiga

Heróis? Oké isso? Jogam na Liga Orangina? Na Sagres/ZON posso garantir-te que não, porque pelo nome devem ser... portugas. E isso - só em Chipre.

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Olindamiga

Pela parte que me toca, também gosto muito de te ver por estas bandas.

Nestes testículos, com x, tento sempre meter - no meio da brincadeira - alguma coisa que faça a malta pensar ou, pelo menos, estar mais atenta. Se achas que o consigo aqui, contigo estou. Obrigadinho

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Adãoamigo

Que bem que me fazes, que satisfação me dás com essas recordações da Luanda dos anos sessenta e princípios dos setenta.

Escritos (muitas vezes para a censura... porque não chegavam ao público), debates, discussões, noitadas, arroz de marisco nos Pezinhos d'Água, garoupinhas na Mutamba, mariscos no Cacuaco, ideias, ideais, em suma, vida.

Para que relembrar nomes, se tantos foram. Para quê referir os livros proibidos comprados à socapa na Godoy? Para quê as conversas na Liga Nacional Africana? Foi um tempo próprio que vivemos.

Ainda bem que riste com a estória bombeiral. O riso limpa-nos a massa cinzenta; se é que ainda a temos...

Caté

Kandandos

Arroba disse...

Estimado dono da Travessa:
E lavrando aqui o meu comentário, qual fogacho pálido e insignificante, não obstante tratar-se de assunto quente; tanto mais que se trata da Amareleja, a fazer lembrar o sol espalhado na seara madura, coisa que já vai sendo rara, substituída por varas de porco preto, de nuestros hermanos- e já vai longo o parágrafo, talvez por falta de pastilhas nos travões ( também) ups... no teclado que mais parece uma máquina de costura Singer a coser fardamentos. Tudo isto para dizer que: bem no fim, mesmo "lá" no fim desta estória, soltei uma gargalhada vibrante , pois não esperava tal desfecho!É brilhante!!!
Lembro que, apesar da falta de travões e outras carências de material, não falta na Vidiguêra o belo porco assado, engordado a bolota, a pinga alentejana e o pão! Ai senhores o pão, que cheirinho maravilhoso!! Aqui em Lisboa, há travões para tanta coisa mas falta-nos a largueza dos montes alentejanos!! Que sufoco!!! Lavra só mesmo o elevador!
Abreijos poéticos ( a fazer lembrar poejos e arroz de carquêja)!

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Hesseherramigo

És um gajo bué da fixe. Já to tinha dito há uns tempos e repito-o. E compreendes perfeitamente as malandrices que eu vou metendo pelo meio do texto. Quase pareces um... alentejano, com quem tanto se brinca mas que tanto vale. Vivó Alentejo!

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Patríciamigo II

Deves ter abancado no Charrua ké mesmo na Praça da República e, eu conheço-o, tem umas empadas de comer e chorar por mais.

Os vinhos da Vidigueira são bons; no entanto, prefiro os de Pias. Da Vidigueira, mais precisamente da Adega Cooperativa, tens o o Vila dos Gamas e o Grande Escolha que são excelentes.

D. Manuel I deu realmente o título de conde da Vidigueira ao Vasco da Gama, que, de resto, o merecera bem com a descoberta do caminho marítimo para a terra da minha mulher Raquel.

Como vingança, a goesa veio de avião... em 1957 para Lisboa, alegadamente para estudar na Universidade; verdadeiramente para me caçar e depois casar.

Resumindo: o culpado foi o Gama...

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Arrobamiga

Só um instantinho, que vou ali à cozinha e volto já... Mom...

Já voltei; passo a inspilicar: a Margarina, digo, Margarida é a minha primeira nora/filha, casada com o meu primogénito, o Miguel.

É de Estremoz, ponto. No sábado que passou, trouxe umas farinheiras, um painho, umas morcelas, uns chouriços e um buxo que não sei se te diga, se te conte.

E também umas costeletas de borrego panadas, obra de arte da minha comadri Joaquina, mãe da piquena. Congeladas, para fritar cá.

E, delícia das delícias, dois pães divinais, de estalo, foguetes e rebimba o malho.

Com a tua prosa, não resisti: fui lá dentro, cortei umas rodelinhas de um fumado e três fatias de pão, que trouxe aqui para o meu escritório (por acaso, tenho...) mais precisamente para a secretária a que estou sentado.

E enquanto te respondo vou dando ao piano dental. Ah, aprovisionei ainda, um Vila de Frades (reserva) para dar de beber à dor.

Ficas, assim, nomeada tutora dos meus diabretes, sem r.

Qjs

MACAU BANGKOK O MAR DO POETA disse...

Estimado Amigo Henrique,
Eu como bom alentejano e estando sempre em cima delas, já conhecia a história, porém narrada desta forma tão perfeita e bela, nunca tinha lido.
Conheço bem a Vidigueira todos esses locai alentejanos,embora me encontre ausente desse jardim desfolhado, 1a beira do Guadiana.
Esta eu em Évora quando a herdade do senhor Vacas de Carvalho em Montemor o Novo foi ocupada pelos comunistas, e por casualidade estava igualmente em Évora quando a mesm a herdade lhe foi devolvida.
Conhecendo bem a famíla, através dos filhos do latifundiário, foi lá ver como estavam as coisas, e o que vi me deixou completamente arrasado.
A bela propriedade, que era antes de ser ocupada pelos comunistas, agora não passava de de herdade arruinada onde os tractores e demais ferramentas se encontravam mais parecia ferros velhos.

Adorei a sua história o meu muito obrigado por me a fazer rever.
Abraço amigo.
Ps - Sou igualmente amigo do Helder Fernando, aquando do tsunami na Tailândia eu me encontrava lá.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Gambetamigo

Tudo bem, andámos pelas mesmas paragens, eu fui até à Austrália, parece que passei (eu disse passei não disse conheci...) por 122 países diferentes, incluindo tralmente o Alentejo...

O 25 de Abril foi uma data imorredoura para Portugal - mas ao longo destes anos de Liberdade e de Democracia cometeram-se grandes barbaridades. A «reforma agrária» foi uma delas, infelizmente.

Bom, caríssimo Amigo, dê, sff um ganda pontapé no fundo das costas desse malandro Hélder Fernando de Oliveira e diga-lhe para vir aqui à Travessa - se é homem!!! rsrsrs

E se vir o Rocha Dinis, a Teresa Sena, o Beltrão Coelho e outros que tais - e meus bons Amigos - faça-me o obséquio de também os avisar. Porque o que faz falta - é avisar a Malta...

Abç

MACAU BANGKOK O MAR DO POETA disse...

Estimado Amigo Henrique,
Será com todo o prazer que darei uma apitadela ao Herder Fernando, ele tem um programa na Rádio Macau, Rua das Mariazinhas, que vai para o ar de segunda sexta-feira, das 15 às 20 horas, programa esse que poderá acompanhar atraves da net, TDM Macau ou lhe escrevendo em directo através do facebook, o e-mail deles é ruadasmariazinhas@gmail.com
O Rocha Dinis está ainda ai pelos algarves onde foi assisitir às festas da confraria da comida macaense.
O Betrão Coelho faz tempo que o não vejo.
Antigamente conhecia toda a malta, nos dias de hoje é raro, pois são tantos os paraquedistas que por andam que não dá para os conhecer.
Dentro de dias, e como é habital faze-lo, sigo para a Tailândia, fugindo do frio de Macau, aquilo por lá está mau, mas me dou mal como frio, e como fui da Marinha, a água não me afecta, tanto mais que até a bebo rsrsrsr.
Abraço amigo, daqui a pouco vou até ao 11 Festival de gastronomia de Macau encher a pança, já que nem de Extremoz nem do meu saudoso alentejo tenho aqui essas iguarias que comprou por lá, que me fez crescer água na boca rsrsrs.
Hoje dia de S. Martinho, por cá nem castanhas nem vinho ....
Abraço amigo

Nathy Costa disse...

q bacana esse texto estou amando ler você. também postei um novo espero que leia bjo!

nathy

http://paraneura.blogspot.com/

patricio branco disse...

Amigo Henrique, obrigado por me ajudares a memória. Era um pequeno café pastelaria, servido por uma ou duas simpaticas moças, e tinha muita variedade de salgados e doces regionais. Ficava numa praça central, na esquina com uma rua que lá ia dar. Boas coisas, alem de comer levei umas excelentes broas ou bolachas ou bolos tipicos prá viagem. A adega cooperativa estava fechada, a hora do almocinho e a sonolencia que vem depois é sagrada por aqueles sitios e em todo o alentejo(s), eu que o diga que até nos sitios de trabalho conseguia dormir as minhas sestas entre as 2 e as 2,45 num sofazinho.
Boa pinga a da vidiguera, mas do pias nem me fales, que é uma joia vinicola. Num simpatico restaurante familiar na baixa de lisboa serviam-no como vinho da casa, o tintinho, em garrafas de vidro de 1/4 ou 1/2 litro.
O vasco da gama que era de sines onde em pequenino via os barcos passar mas foi feito conde da vidigueira, tem pois responsabilidades, boas, na tua familia. Uma especie de padrinho historico.
Olha, em 1961 fui a goa de avião das linhas de goa, um dc 4 ou dc 6,epica viagem de 24 ou 36 horas com 5 ou 6 escalas. Ainda ontem vi umas fotografias. 6 meses depois goa foi invadida, mas ainda conheci o famoso vassalo e silva e um bispo patriarca das indias, creio, com umas barbas fantasticas. Sitio de alojamento, hotel mandovi.
Bem, basta de evocações que vêm a propósito da tua boa historia do incendio no latifundio a que assistia o governador civil.
Abraço, p b

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Gambetamigo

Muito obrigado pela resposta. Esse «pulha» desse Hélder (moçambicanês...) Fernando manda-me de quando em vez uns imeiles, alguns deles bastante provocatórios pois o gajo é um lampião doente e eu sou um Homem de bem, ou seja leonino.

Quanto aos outros, não te preocupes. Porque Amigos, gostava de saber deles; mas, adiante.

Com que então Tailândia? Com que então massagens? Com que então minina(o)s? Vais sozinho ou a tua mulher também vai?

Já agora em Patpong compra-me 3.839,8 Rolexes autênticos que depois me podes enviar por imeile. Quero abrir uma relojoaria legal. Ou seja, dentro da lei...

Abç e boa viagem

... e vai mandando umas novas novas lá do país das Anja(o). Toma cuidado, não te constipes. Protege-te; nunca andes sem camisa... O sol é muito quente.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Belanathiamiga

Vou já lá. As tuas sugestões são ordens para mim!... E muitóbrigado.

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Patríciamigo

Duas simpáticas meninas, hein? Saíste-me cá um piadista/malandreco... Toma cuidado com as artroses e com a tes, ops, tensão arterial.

De vinhos - estamos conversados. Um dia destes, temos de ir bem juntinhos (honni soit) beber uns xaropes e mastigar uma coisinha levezinha, sei lá, uns pezinhos de coentrada (eu não escrevi com u) ou umas migas com carne de alguidar. É só marcar dia e hora.

Quanto ao sacrista do VG abstenho-me. Já basta o que basta...

Abç

PS - Brinco; sou muito feliz

Gisa disse...

Falha gravíssima e sem desculpas já corrigida (http://lerescrevereviver.blogspot.com/)
Como podes ver já encantas minha página.
Muitos bjs para Raquel, bonitões e docinho.
E um ultra-mega-power-master-plus-tudo-de-bom beijão para ti que és o meu primeiro e absoluto!
(Depois dessa já estou em disparada para que a Raquel não me alcance! Ai de mim se ela me pegar!)
Mais bjs

Maria disse...

Compadri:
Atão vosmecê na sabe que n'era nenhum desses? Este era capitão-mor de Sines, comó pai deli. E dizem p'raí que escobriu a Indía. Índia essa, que vosmecê diz qu?adora. Inté casou com uma senhora de lá, linda comós amoris.
Isto de Vascos é um bocado esquisito.
São comós chapéus: há muitos.
Eu inté tenho um filho Ké Vasco e, nã éi nenhum desses. Diz ké Corvo.
Nem lhe botei o nomi por mor de nenhum deles. É nomi vulgari na minha gente.
Ora faça o favori de dar bêjos meus à comadri e mando-lhe uma garrafa de "Vila de frades" quando passar a crise.
Maria

OceanoAzul.Sonhos disse...

O humor em palavra faz falta, já basta o resto...
Gostei de o ler.

Abraço
oa.s

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Gisalindamiga

Estás provisoriamente fuzilada, ops, perdoada. Foi um lápis, ops, um lapso, apenas.

Mas, linda minina já remediaste tudo. Estou mais sossegado...

+ abç e qjs em especial para tu

E a Raquel manda bjs; coitada, é sempre a última a saber rsrsrsrsrsrsrs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Comadriamiga

Prontos (sêi s) nã se fala mais nisso, tal está a moenga.

Aprovêto para le mandari os mês sentimentos - de estima e considerção, atão nã querêi lá vêri.

E agora vou-me andando, devagarinho pra nã me cansari muito. Vamos nós ambos os dois, a patroa e ê cá mesmo à duns compadris amigos, por mor das castanhas e da água-mão. A outra levou um ponta-pé; é a fdp da crise e dos cabrões dos desgovernantes. Pqp!!!

3abçs xeros da Kel e quêjinhos de Amerdaleja para tu

A nossa querida Lúcia mandou-me um imeile - em resposta a um outro que eu lhe remetera - que me deixou feliz. É uma ganda mulher, não desfazendo!!!!!!!...

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Marazulamiga

Muito obrigado. Rir (ainda) não paga IVA a 23%. Mas, o futuro a Deu..., ops, Coelho & capangas pertence

Volta mais vezes, sim?

Qjs

Marly Bastos disse...

Cá estou eu como ordenaste. Portugal é longe por isso demorei um pouquinho!
kkkkkkkkkkkkkkkkkk ri bastante do final do texto. Essa é o tipo de corporação que entrou no fogo sem querer e lutou bravamente por suas vidas...
Há males que vem pra bem né? Nesse caso a falta dos freios, fez deles heróis e ainda ganharam dinheiro pra consertar o dito cujo.
Beijokas doces e um bom fim de semana, Henrique.

Luís Coelho disse...

Uma história como muitas
"No fim a montanha pariu um rato"

Estava eu num sufoco a ver tudo em chamas e sem solução à vista, quando aparece essa traquitana sem travões.
Deu tempo para soltar os cavalos e desenrrolar as mangueiras sem ninguém ficar chamuscado. Uhfa!

Obrigado pela visita.

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

Ferreiramigo

Depois do meu "sinistro" venho cá e me divirto, pra variar. Você tá melhor que nunca nos seus textículos...Quando passo pelos seus comentadores,leio alguns. Hoje me deparo até com um Gambeta (nome(raro) do meu goês partinte). Aí, bateu uma saudade...mas já estou bem...

Estou retornando hoje, às casas dos amigos, para agradecer todo o carinho e prova de amizade que recebí, lá na Cadeirinha.

Meus muitos xeros, pra Kel e tu,
da Lúcia

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Belamarlyamiga

Eu, como não nasci para herói, gostei muito destes. E, para mais, voluntários...

Lembra-me sempre um grande cómico portuga, o Raul Solnado, infelizmente já falecido e que tinha muitíssima aceitação e aplauso aí no Brasil. Dizia ele no teatro:
Meu filho, quer tu queiras, quer não queiras, vais ser... bombeiro voluntário...

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Kandimbamigo (*)

Na verdade, quanto a montanhas, há também o Maomé e as ditas, as russas & afins e correlativas.

No caso em apreço, ainda bem que eles não tinham travões; olha se tivessem... lá se ia o cheque.

Abç
_____
(*) Creio que já te tinha dito. Kandimba é coelho em umbundo

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Lucinhamiga

Estou muitérrimo felicíssimo por te ver chegar. Sei perfeitamente como ficaste dolorida com essa perda. E ainda que a canção diga que
...A saudade é dor pungente, morena;
A saudade mata a gente, morena
, temos de saber viver com ela para continuar a viver. E tu estás a fazê-lo.

Se os bombêros da Vidiguêra te fizeram sorrir, não foi mais do que uma pequenina ajuda para estar ao teu lado.

Xeros da Kel e qjs para tu.

PS - O mundo cabe na palma da mão. Mandei-te imeile...

mlu disse...

Alguém que lera contou-me a estória mas sou um bocadito parada: percebo melhor quando sou eu a ler. Agora sim, que dei uma boa gargalhada!:))

Bom Domingo!