Fazer Amizade com as pessoas é uma das melhores coisas do Mundo. E a blogosfera propicia isso. Mas também pode ser muito perigosa; logo, há que ter muito cuidado: somos muitos e convém não esquecer que os homens são todos iguais - mas há uns mais iguais do que os outros...

Segunda-feira, 7 de Novembro de 2011

DO ANTIGAMENTE

Com pilhas 
alcalinas

Antunes Ferreira
Chegou o tempo do anoitece mais cedo, com o estendal correspondente das nuvens acasteladas, das gretas de frio, dos assadores de castanhas, do isto vai mal, do pendurar das iluminarias apagadas, da lua baça, do sol sem lugar no céu, de todas essa coisas que enlameiam o ar e pegam de caras a chuva nas caras.

O homem, arrastando os pés, entre a lesma e o caterpiler conjugadas com as lagartas dos tanques, saiu à procura duma borboleta, em esperança vã, com uma sombrinha automática mas sem varetas. Difícil de encontrar essa mariposa que ele deseja de cor azul-marinho e com asas de filigrana à moda do Minho. Bastante difícil.

Se (quase) tudo é chinês...


Estendem-se os dias em direcção ao norte, sem GPS, à procura de um Natal com lanternas chinesas – porquê outras quaisquer, se é (quase) tudo chinês? – plástico transfigurado em árvore, anseios pendurados e desejos enfiados em caixas de sapatos, aliás pretos e de sola sintética, com pala e meio salto. Atacadores não, que apertam muito, mais do que coletes de forcas e de forças.

Assim segue o cidadão de óculos embaciados sem limpa pára-brisas, em velocidade moderada, metendo de quando em vez os pés nas poças das cataratas citadinas e quotidianas. De passagem, terá de entrar numa qualquer loja, excepto em padaria avulsa ou pharmácia do antigamente, mas com gavetas telecomandadas à distância, para comprar uma ventoinha (de preferência com pilhas alcalinas), está um frio de rachar, e sujeito prevenido vale por três, pagando apenas dois como nas grandes superfícies.

Se conseguir passar estas fronteiras calendarizadas, para o ano… é capaz de haver mais.Ou menos.

60 comentários:

Catarina disse...

ou talvez o mesmo... : )

Artes e escritas disse...

Um texto muito simpático, o final do ano é extenuante, cansativo, bom para refletirmos sobre o que passou e não pensar no que virá, apenas cultivarmos os bons presságios e esperanças para o ano que se inicia. Com aquecedores elétricos e quentes, de preferência:))Um abraço, Yayá.

José Sousa e Silva disse...

Que beleza de texto e quão bucólico ele é !...
Porém há que registar que há sempre algo ou alguém que não tem razões de queixa como é o caso das "pilhas alcalinas do antigamente" que, entre outras coisas de menor importância, têm-no "cátodo", protegido por um "separador" e inerente "tubo isolante".
Abraços e queijos. Zé

Luís Coelho disse...

As pilhas de antigamente e estas que actualmente usamos e que nos ajudam em muitas tarefas pois são necessárias.

Quem sabe se alguma coisa as virá substituir...?

✿ chica disse...

Teus textos sempre bem escritos e esse faz pensar...abraços,linda nova semana e lá vamos nós...chica

Rosa dos Ventos disse...

Há uma certa tristeza a atravessar todo o teu belo texto!

Abraço

Maria disse...

Henriquamigo
Talvez????
Espero bem que, não haja luzes nas ruas, montras mascaradas de Natal, coisas a tentar o pagode a comprar o que não pode.
Voltemos ao Natal antigo, por favor!
Era tão mais "Festa de família", tão mais bonito!
Ceia honesta, de bacalhau, batatas e couves, alguns doces tradicionais e baratos e, as crianças à espera que o Menino Jesus lhes trouxesse uma coisinha qualquer, brinquedo, chocolates, um livro... E como sonhávamos nessa noite!
Depois, veio a moda dos montes de presentes, das casas enfeitadas, das árvores de natal coloridas que exoneraram o nosso Presépio tradicional para a despensa, os enormes perus de aviário, as mesas carregadas de comida que, dois dias depois, irão encher os contentores do lixo. Tenho saudades do "meu" Natal, festa de família, festa de amor. Este já nada me diz.
Devia ser proibido. Comida deitada fora e gente com fome; ruas e casas engalanadas e gente sem abrigo.
Ai meu amigo, "Como era diferente o Natal em Portugal"! Como era bonito! Transformaram-no nisto. E agora, em tempo de apertar o cinto, que querem fazer? Já ninguém se sentiria bem com o Natal antigo e, o dinheiro não chega para o que estão habituados.
A tua história, bem escrita, bem contada, deu-me a nostalgia dos outros Natais.
Abçs, beijinhos e queijinhos
Maria, a saudosista

Eduardo Miguel Pereira disse...

Haja "pilha" para superar o insuportável (a crer nas "sábias" palavras da Cavacal figura) Natal e final de ano que se avizinham.

Ontem, por acaso, lá em casa, a "patroa" já fez uns fritinhos de Natal que "escorregaram" com a bela aguardente de medronho que trago lá da Foia. Já me cheirou a Natal.

Os ricos que paguem a crise !

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Catarinamiga

Se for o mesmo também estamos... copulados

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Yayámiga

Bonita opinião e bonita esperança. Se pensarmos no que passou será sobretudo para analisar o que fizemos, o que não fizemos, do que nos esquecemos ou do que quisemos esquecer-nos.

... e isto está muito frio, mesmo gélida

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Zéamigo

Nestas coisas de pilhas tu tens... pilhas de sapiência. Como compete a um almirante, tá visto; eu que sou um simples marujo e de água doce tento ter pilhas de... graça: Mas não consigo ter...

Já nem te pergunto quando nos encontramos... A Raquel já quase me bate por eu não te obrigar a. Feitios...

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Coelhamigo

Chi lo sà? Pilhas, baterias, acumuladores... um destes dias se verá: serão de papel - higiénico? Ou serão de massa tenra como os pastéis?

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Chicamiga

Cada semana que entra é mais um susto que se prevê, tal andam as coisas. Enfim, éoke se pode arranjar.

E o teu marido, que tal vai?

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Rosinhamiga

Tens razão, minha querida. É uma tristeza transversal, ma também horizontal e, até, vertical. Como querias que assim não fosse? Rir sempre cansa muito. E, por vezes, dói.

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Mariamiga

Ainda não chegámos ao Natal, o que é absolutamente normal, num País em que o Carnaval é o habitual; tá mal.

E tem de ser assim: o bolo-rei foi despromovido a bolo de cenoura sintética; as couves e os brócolos, passaram a urtigas liofilizadas; o Pai Natal nem sequer é, hoje, enteado entrudo, já um tanto entrado.

As coisas são o que são. Presépio? Um T1 ou o monstro da CGD? E o bacalhau é tão raro e caro, que - se nem um jaquinzinho se pode comprar - nem a chaputa (eu escrevi o nome de um peixe) salgada serve.

E quanto ao peru, substitui-se pelo burundi. E já é uma festa. Sem farturas, muito menos filhoses; só avóses e fora do prazo de validez. Ou será invalidez?

Como podes ver continuo a ser um invertebrado. digo, inveterado otimista (cf. Novo Acordo etc.)

3abçs e meia fatia, fininha, de queijinho fresco para tu

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Eduardamigo

Medronho é comigo, juro pelo sangue do Cristo. Um Amigo do Azinhal trouxe-me umas garrafósias que não sei se te diga, se te conte.

Nunca acompanhei tal pomada com coscorões, mas parece-me que seriam muitos fritos estragados. Ámen. Deo gratias.

Abç

PS (aqui é Post Scriptum) - As vacas éke parecem felizes, Cavaco dixit.

Leninha disse...

Meu amigo querido,que texto repleto de poesia!!!
É o fim do ano,se aproximando e a poesia dos dias frios te inspirando e emocionando...e a nós encantando.
Bjssssss e mineiros queijos,
Leninha

manuel marques disse...

A ver vamos se consegue...

Abraço.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Leninhamiga

Muito obrigado, minha querida. Mas, quem faz poesia são os poetas e eu sou mais de prosa. Quando o escrevi talvez a desilusão e o desencanto tivessem vindo ao de cima, não nego. Porque um homem não pode demitir-se de si mesmo e da sociedade em que se integra.

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Manekenamigo

Verá-se, como diz o ceguinho, verá-se...

Abç

Edward Fernandes disse...

Amigo Ferreira

Depois do que acabo de ler quero dizer-lhe que você é mesmo muito bom no sério, como é bom no irónico. Venho aqui sempre com muita satisfação

Um abraço

carol disse...

Que belo texto! Angustiante, porém!

MACAU BANGKOK O MAR DO POETA disse...

Estimado Amigo Henrique,
Li atentamente seu maravilhoso artigo e fiquei pensando.
Nos dias que vão correndo, neste mal tratado mundo, as pilhas nos vão uma óptima ajuda, mas, muitos dos materiais made in China já nem pilhas usam, mas sim um dínamo, onde nós através de um pequeno exercício fisíco o podemos recargar e depois utilizar por tempo indeterminado.
An dei no mar durante anos e nunca fui possuidor de GPS, porém o norte esse encontrei.
Adorei sua maravilhosa escrita.
Da China com amizade, um abraço amigo

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Edwardamigo

Não sei que te dizer a não ser uma só palavra: muitíssimo e muitérrimo obrigadíssimo e obrigadérrimo por tamanho elogio. Ora essa; eu tinha dito uma só palavra. Descuidei-me - se muito ruído.
Thanks a lot

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Carolamiga

Angustiado ando eu, andas tu, andamos nós, andam muitos. Por mor dos passos da crise? Ou do crise do Passos? E brigadinho.

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Gambetamigo

Dizem-me, de fonte mais ou menos segura, que à minha revelia, mas organizado por um tal A.F., corre no Feissebuque um pedido para a constituição de um grupo de fãs de um gordamigo. Não faço a mínima ideia do que se trata, eu seja ceguinho. Quem foi o malandro que apagou as luzes?!?!?!...

擁抱

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

HenriquAmigo
O governo vai acabar com as ventoinhas e já está a ficar sem as pilhas, portanto para o próximo ano só pode ser menos
Abraço

Carlos Zagareti disse...

Henrique

¡Hola! Por Dios amigo vos tienes cosas rarísimas en Portugal, con pilas ou sín pilas, pero nosotros también las tenemos aquí por Argentina.

Hay que decir que ya estuvimos en peores líos, pero ellos siguen siendo muy pesados. A ver lo que pasará con vosotros y con… nosotros. ¡Ojalá todo os corra lo mejor posible!

Un fuerte abrazo

Pedro Coimbra disse...

FerreirAmigo,
Duracell, as do coelhinho frenético.
Que os coelhinhos frenéticos estão na moda.
E não são chineses.
Aquele abraço

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Carlosamigo

Talqualmente. Ventoinhas, vá que não vá. Pilhas creio que nem substitui-las dá. Estão fora do prazo de validade, como sempre estiveram.

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Zagarettiamigo

Mira que rollo en lo cual estamos metidos, es decir nos meterán. ¡Que el Señor ese nos cubra de bendiciones! Caray, que estamos jodidos…

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Coimbramigo

Coelhinhos frenéticos, Gasparzinhos frenéticos, Pereirinhas frenéticos e até Portasinhas frenéticos, uma mão cheia que nem chineses são, tou de acordo.

Abç

Albertina Gomes disse...

Caro Antunes Ferreira

Quanta tristeza neste belo texto. Desta vez, a ironia ficou de fora. Adorei

Bjcas

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Albertinamiga

Infelizmente, não há motivos para grandes alegrias; não falo da família e dos amigos: falo do resto.

Qjs

Nathy Costa disse...

amei seu blog vou seguir
aqui tem um texto que gosto muito
se der leia.
bjo!

http://paraneura.blogspot.com/2011/09/para-os-ultimos.html

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Nathyamiga

Já lá fui e já te sigo. E... amor com amor se paga. Tens um sorriso lindo, juro.

Qjs

Nathy Costa disse...

amei seu comentario em meu blog.
espero que possamos poemar juntos! nessa longa ou curta travessia!
bjo

mlu disse...

Eu até acho que vamos substituir pilhas por velas: ler, coser, computar, tudo à luz das ditas, como há cem anos!
Belo texto mesmo, com a melancolia que o atravessa (ou talvez por isso)!

Abraços

Isabel disse...

Olá Henrique
venho retribuir a sua simpática visita e gostei do seu blogue.
Vou espreitando.
Até depois
Beijinhos

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Nathyamiga

Claro que sim, não tenhas dúvidas.

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Émeluamiga

Puseste o dedo na ferida: pelo caminho que nos resta... só nos resta usar as velas. Ou, de acordo com o Mestre secretário, fazer velas e zarpar. Não, isso é para a jumentude...

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Isabelamiga

Muito bem e muitóbrigado. Ter cada dia mais uma Amiga dá-me imenso prazer e sastifassão. Valha-me a boa disposição... mas nem sempre.

Volta logo

Qjs

Carlota Pires Dacosta disse...

Então e a borboleta??
Por onde andará?

Por este andar, nem ventoinha, nem pilhas... nem... nada...

Beijo

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Carlota

Por este andar? Por este desandar éké. Brabuleta era a do Nicolau Santos; ele cansou-se, não gostou mas habituou-se. Assim andamos nós, muito devagarinho que o IVA já está nos 23%. E quem nos garante que não sobe? São os passos da crise? Nada, é a crise do Passos.

Qjs

E não fujas tanto, que aqui não pagas IVA - ainda...

Manuel disse...

Vim visitar a sua Travessa e, confesso, fiquei tão pequeno perante a mestria e o talento de quem a alimenta.
Vai ter que me aturar muitas vezes.
Obrigado pelas palavras sábias que me deixou.

Mônica disse...

Ferreira
O pior das pilhas é não saber onde jogar fora?
Quanto tempo elas ficam por aí?
com amizade e carinho de Monica

Prof Ms João Paulo de Oliveira disse...

Caro confrade Henrique Antunes Ferreira!
Primeiramente quero deixar registrado meu agradecimento por saber que embarcou no meu vagão do Expresso do Oriente (forma que utilizo para me referir ao meu blog) e mais ainda que tornou-se passageiro habitual e deixou registro de embarque!!!!
Também apreciei sobremaneira conhecer seu blog, que denota pertencer a um ser vivente tarimbado e com uma verve maravilhosa!!!
Esta fantástica tecnologia, que veio para revolucionar nossos contatos e aprendizagens, ainda me encanta, porque temos a prerrogativa de conhecer pessoas que em outras circunstâncias as possibilidades de conhecê-las seriam remotíssimas, além é claro de aprender cada vez mais!!!
Este artigo de sua lavra deixou patente que estamos na mesma sintonia!!!
Caloroso abraço! Saudações memorialistas!
Até breve...
João Paulo de Oliveira
Diadema-SP

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Manuelamigo

Alto lá, pára lá os cavais. Para quem passou, passa e passará a vida (e a ganhá-la tão honestamente quanto me foi possível) a escrever, mal de mim se não me safasse.

De qualquer jeito, aqui te deixo o meu obrigado e uma ORDEM: passa a vir aqui cinco vezes por... dia.

Abç

PS (aqui é Post Scriptum) - E, além de me (per)seguires, diz aos teus cúmplices para também o fazerem. Fico à espera de novas novas.

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Mônicamiga

És uma Lázara, pois ressuscitaste. Excelente! Tive muitas saudades de ti e até julguei que te tinhas esquecido de que eu existo... rsrsrs

Quanto às pilhas, espero que durem... até ver

Qjs

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Profamigo

Como é bom ver-te por aqui. Os Amigos e em especial os blogosferianos eu trato sempre por tu. Se não gostares, diz-me que eu sou muito compridor, com u.

Como te deixei escrito, o teu blogue é bué da fixe; esta aprendi com os meus netos... bué da = muito. Vou voltar lá assim que possa. E vou linkar-te aqui na Travessa que agora é nossa.

Abç

Paulo Sempre disse...

Obrigado pela passagem lá pelo meu "pobre" blogue.
Muitas vezes visitamos blogues e - por uma razão ou outra - não deixamos vestígios.
Porem, calcorreando por algumas das postagens aqui encontradas, no fim não contive o desassossego em que me deixaram.Postagens que são uma espécie de facetados "espelhos" onde nos revemos magnificamente favorecidos.
Tal facto anuncia um regresso em breve.
Até lá, aquele abraço.
Paulo

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Sempramigo

Bonita visita, bonito comentário. Quiçá eu não o mereça - mas isto é frase feita e não vem para aqui chamada.

Aqui na nossa Travessa (e também no Pulhitica) faço o que posso; ou, pelo menos, esforço-me por isso.

E, por isso, por isso é que o que me dizes me faz bem ao ego. Que não sei bem o que é; mas lá que faz bem, isso faz...

Abç

afigaro disse...

Pasmado!...as pilhas são de marca branca ou Duracel? Todas ficarão descarregadas pelo andar da carroça. Ah!...este Natal é triste e palpita-me que em 2012, já não haverá festa natalícia.Será embrulhada nesse molhe de feriados a abater, como se a crise por isso desaparecesse. O mal está no ministro?!!!

Marly Bastos disse...

Henrique,
Engraçado é que a pilha alcalina(Duracell, diziam os comerciais que durava o dobro) foi sendo substituída e nem notamos...Depois vieram as recarregáveis,depois dínamos, bateria... E o fato é que já avançamos bem mais que isso, e temo meu amigo, que acabemos na “caverna” tentando fazer fogo de alguma maneira...
Sua prosa tem um “quê” de nostalgia, de desilusão pelo que o homem tem se tornado, apenas reflexo do que o mundo impõe e ele vai andando conforme corre a maré. Sabe Henrique, acho que a maior desilusão nisso tudo da questão “made in China”, é que as pessoas tem se tornado produto tal qual (falsidade, produtos com defeitos, feito de materiais baratos...)
Bem o importante é não desistirmos da vida, nem do ser humano que é o que importa e quem sabe, se começarmos a berrar, alguém nos ouça né?
Bussola é um instrumento que foi ultrapassado pelo GPS, e como eu nunca tive “bom norte” procuro ao menos ter bom humor.
Obrigada pela sua visita, comentário e elogio. Tu és bué de simpático. E eu uma tagarela incorrigível.
Beijokas doces e uma quarta-feira cheia de paz, e que venha o natal, o ano novo e a gente vai vivê-lo de novo... Afinal a vida é um ciclo!

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Afígaramigo

Cantava a grande Amália:
Sabe-se lá
amanhã o que virá
Sabe-se lá
quando a sorte é boa ou má...


Nem Natal, nem o resto; não gostam? Ponham na beirinha do prato

Abç

Luis Bento disse...

Ou se houver próximo ano...Tantas as maleitas e escorregadelas, as catástrofes e avisos...2012 vai ser o apocalipse! Desconcerta-me a tua ironia fina, o ritmo e a leitura de entrelinhas...

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Marlyamiga

A este escrito, como já muito boa gente disse, falta a ironia que uso e de que abuso. Mas, nos dias que vão correndo, por vezes um sujeito... cansa-se de brincar. Mas, aqui prometo solenemente que volto a fazê-lo - e depressa, que se faz tarde.

Adoro ver-te por aqui. E sem pilhas... recarregáveis, que tu não precisas, vê-se logo que acumulas energia e, além disso, és... palradora. Eu também, não te preocupes.

Quero ver-te por cá no mínimo três vezes por dia. Podiam ser dez, mas faço desconto.

Qjs, muitos

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Bentamigo

É Portugal, ninguém é igual e muito menos leva a mal. É sempre igual, afinal; por isso é bestial e/ou é animal intelectual. Porque o Natal é factual e o actual não... se vai repetir. Querias tudo terminado em al? Também eu, mas faltam-me as pilhas...

Obrigado por teres vindo

Abç

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Gentamiga recém chegada

Estou sastifeitíçimo com a vossa vinda, com os vossos comentários, com tudo, enfim!

Mas (raio de adversativa que aparece sempre) peço-vos que me enviem os vossos imeiles para vos avisar quando devem correr para os abrigos, isto é, que vem aí novo testículo, com x.

E, mais ainda, que tratem de me (per)seguir, inscrevendo-se na lista para o efeito. Tenho a veleidade de entrar para o Livro da Cerveja, ou seja o Guinéçe Buque. Façam o obséquio.

Brigadinho

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Gentamiga II

Avisam-se os perigosos cadastrados (rsrsrs) abaixo nomeados que já não me fogem - tenho-os já linkados aqui na nossa Travessa.

Portantos (sem s), já não se procuram, vivos ou mortos

Luís Coelho
Eduardo Miguel Pereira
Leninha
Gambeta
Nathy Costa
Isabel
Manuel
Paulo Sempre e
Marly Bastos


Olho neles!

Qjs & abçs